Um pequeno acordo, simples. Se eu pudesse de verdade, eu o faria.
Queria simplesmente poder transferir a minha mente pra Jenny a qualquer momento, pagava o preço que me cobrassem, não importava quão alto. Nesses dias de prova, percebi que a cada dia fico mais preocupado, a cada dia ela sai menos animadada, e eu sei que não sou o cara perfeito pra animá-la todo o tempo (embora eu quase o consiga, o que me dá orgulho).
Ontem o fodástico Loco Abreu salvou o Fogão mais uma vez. Jóbson podia ter resolvido o jogo pro Botafogo, tentou resolver pra si mesmo e afundou o time. Se não tem o Loco, a gente tava na loucura da tristeza. Título agora, só cagando muito. Libertadores tamos aí, mas mesmo assim a vaga tá ameaçada. Tem que ganhar tudo agora pra não ter erro! Vamo com fé!
Cara, acordei um pouco mais tarde do que ontem, justamente por ver o jogo. Foi o tempo do café, me arrumar e partir rápido. O trânsito tava bom, o que me ajudou um pouco.
Cheguei, e diria que o acaso me fez estudar com Vitória, Vitor, Rodrigo, Julia e Andrey. Se lembro bem eram esses que estavam lá no refeitório. O tempo foi passando, eu lanchei e talz, depois fiquei de papo com o o Souza e o Pablo. O pessoal do Monuma foi chegando e rolou um papo comédia pra caralho, fazia muito tempo que eu não ria tanto. Chegou a doer a barriga.
Subi pra prova, e não tinha encontrado Jenifer de novo. Resolvi me acalmar de vez, meti na cabeça que tava tudo bem. E devia estar. A prova de história também até ajudou a acalmar, foi uma comédia na turma até podermos começar de verdade. E ver o Julio discutir com a Márcia Capeta ao vivo e a cores é privilégio de poucos.
A prova tava fácil, saí convicto e tranquilo.
Aproveitei que não proibiram a gente de ficar no corredor e fiquei esperando a Jenny. Ela saiu já ao fim do tempo. E desesperada. Me acelerou pra estudarmos física. Ela tava muito nervosa, MUITO MESMO. De certa forma, foi até engraçado. A gente tem algo de especial que mesmo nas situações mais adversas, houve um pouco de humor pra descontrair. Ensinei a ela uma cola discreta e eficiente. É um método simples, pra quando tem muita coisa pra gravar e nunca é possível lembrar todas. Fica dica pra vocês:
Escrevam na mesa os conceitos principais, fórmulas e coisa e talz. Após isso, passem a borracha. Mas não do jeito normal, apenas passem a borracha HORIZONTALMENTE sobre suas 'colas'. O objetivo é simples, dar uma apagada até que fique quase invisível, só alguns traços. Mas é claro, traços que você consiga enxergar a certa distância. Pra isso ficar numa mesa perto de onde bate o reflexo do sol é ideal. Mas a idéia mesmo nem é a cola em si, ler ela. Mas simplesmente por você procurar o que escreveu, de certa forma, te puxa na memória, te recorda. Até porquê foi algo recente.
Fiz minha prova de física com pouca dificuldade, ainda preocupado com a Jenny. Acho que fui bem, fomos empurrados pro lado de fora. Quando tive a oportunidade, fui lá pra dentro esperar, e na porta já estava a irmã dela, a Jéssica. Jenny me avisou que saíriam juntas de novo. Ela puxou papo comigo, eu não recuei e aproveitei a compainha. o Théo foi botando o povo pra fora, eu aproveitei, me misturei em meio a multidão, enquanto minha cunhada ia junto dos outros, eu fiquei na porta vendo Jenny entregar sua prova. Fomos andando juntos. Não demorou até Jéssica vir junto também. O Henrique nos fez compainha e tudo o mais. Nos despedimos, fui pra Leopoldina com o pessoal, parti pra casa e talz. Estudei um pouco, o possível, amanhã foco mais. É química. Chato demais. A única química que eu gosto de estudar, é a minha com a Jenifer, e essa não precisa de livro, a aprendizagem tá na experiência.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário