Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tá faltando ética

Eu sei bem que eu reclamava, e MUITO, nos meus tempos de unidade II, das aulas de 'cidadania'. Eram um saco. Ler e ler conceitos que em teoria qualquer um sabia desde que era pequeno, e fazer trabalhos SÉRIOS sobre a coisa. Nunca consegui ser BOM na matéria, criar gosto, embora me lembre de um fatídico 9 alguma coisa durante a sexta série (to ficando velho, ainda era sexta série na época, hoje é sétimo ano..putamerda..). O ódio pela disciplina era tanto que, de início, sabíamos que ia ter cidadania durante a 5ª e 6ª séries. No primeiro dia de 8º ano (foi no ano da mudança) eu comemorava até ver a ficha com as aulas - na unidade II os inspetores deixavam uma ficha de papel com todos os tempos do dia, professores e respectivas matérias, bem como avisos caso fosse ter algum tempo vago - e reparar na sigla 'CID'.
'NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO POOOOORRRRRAAAAAAAA!!!!' gritei. Como eu era bem mais tímido e quieto na época (foi no decorrer do 8º ano que comecei, de fato, a me soltar e me enturmar mais dentro da turma. Eu tinha mais amigos fora da turma, sem contar é claro o Monuma. Éramos eu, Pedro e Pablo da mesma turma na época, sem contar o Gabira, Rappa, Geraldo, Davi e Souza, que eram de outras turmas..e se me lembro na época ainda estavam na escola o Jay-Z e o Kainan), todo mundo na turma reparou em mim. No meu desespero, pra ser mais exato. Só entenderam quando, em meio a olhares desconfiados, uma mulher gigante, com óculos de fundo de garrafa, fala complicada e de jeito intimidador de parecer um carrasco (e pra muitos, ela era UM mesmo, e não uma, mas isso é comentário dispensável..ou não..xD), entrou dizendo:
'Sou a professora de vocês de cidadania..'
Aí foi o desespero geral. Bom, esse desenrolo todo do meu histórico de complicada relação com a disciplina é pra começar aquele bate papo cabeça que ronda a greve, e nem todos estão a par de fato de tudo que está acontecendo. Eu mesmo acho que não estou. Assim, resumirei bem rápido o dia, pra ir logo ao foco da coisa.

Acordei até na hora, mas não tinha pão pra eu fazer meu café, então peguei um pacote de biscoito, como tenho feito, e meti o pé pra escola. Cheguei cedo até demais, pensando que ia ser o primeiro e já tinha quase 10 pessoas esperando. Sabe que horas? 6 e 10 da manhã.
Sim, tem maluco pra isso.
Todos já falavam da greve. No primeiro tempo, Hercules deu uma aula de moral e ética, apoiando a greve, bem como a luta dos professores como um todo em todos os níveis da educação, e reprovando os furadores com ardor. É nisso que vou falar em alguns parágrafos. Todos prestavam atenção de verdade. Depois, o Aurino chegou já meio que dispensando a turma. Não ia dar matéria, entregou as segundas chamadas pra quem estava ali e ficamos papeando. Rayna e Geiza ficavam a procura de novas meninas pra jogar no Pavilhão Feminino, e o papo continuava. Eu desci faltando um pouco pra começar o recreio. Passei ele andando bastante, pensando em tudo.
Em inglês fiz o trabalho de dupla com o Lucas, e num momento a Lúcia, agora nossa professora, veio se pronunciar quanto as aulas. Disse que daria aulas, e que estava nos CONVIDANDO a ir. Seria matéria nova, sem presenças, sem testes nem avaliações...
Almoço com a Maria Julia, depois parti pro estágio sozinho. Hoje finalmente algo bom. Assisti a uma defesa de tese de doutorado. Rapaz, que coisa complicada! Os elogios da banca pro trabalho do cara não compensavam as críticas e recomendações. Parecia mais fácil ele reescrever a Bíblia a ter que adicionar tantas coisas.

Bom, dia passado e analisado quase em sua totalidade, quero falar sobre ética. Ética que tá faltando pra maioria esmagadora dos professores de matemática dessa escola. Não há nenhuma ajuda pra prova de ENEM nisso, ou UFF ou UERJ e UFRJ, porra nenhuma. Isso são os puxa saquistas, mais os falsos e claro, paus mandados da direção. Sem falar que só estão nessa de furar porquê ganham muito bem, são todos detentores de mestrado e doutorado. Se tivessem na pós graduação, DUVIDO que num estavam em greve. Só se mobilizam quando dói no bolso. Pior, se a greve conseguir aumentos (e geralmente consegue), eles sem fazerem nada, GANHAM AUMENTO TAMBÉM. Não é muita cara de pau? Boicotar a aula deles é a minha vontade, a de praticamente todos. Oda veio com o discurso que as suas aulas serão estilo cursinho, mas não deixa de ser sacanagem. É ridículo sabe, falta de companheirismo sabe...
Um exemplo completamente anti-ético esse dado pelos professores furões. Raiva a parte, a lei diz que qualquer aula dada na greve é inválida, e toda matéria que for dada nesse período deverá ser reposta depois. Porém, quem vai garantir que isso aconteça? É dose viu....
To indo, que to de saco cheio...

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