quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Calvário
Rapaz, vou te contar. Hoje foi aquele dia do capeta. Horrível, uma merda. Daqueles que não era pra ter levantado da cama. Sério mesmo.
E olha que eu já tinha levantado, e até tentei voltar a dormir. Mas a maldita consciência, AH, a maldita consciência.....
Eu já tinha tido uma noite pra lá de difícil. Discussão com a namorada mais aquele resfriado chato, que você fica com um lado do corpo todo inerte, nem sente a respiração mais. Alguns dizem que é meia morte, você fica só esperando, não sabe o que vai rolar.
Eu levantei eram 7 e 15 da manhã. Ia ter aula de matemática, o pessoal tinha sido avisado, então eu achava que iam em peso dessa vez né. Eu fiquei levantando e acordando até umas 7 e 40, e a partir daí não deu, tive que levantar mesmo. Já me lembrando do último engarrafamento, fiz questão de ir sem café mesmo, comia alguma coisa lá no Roxinho, seria mais prático. E sem dúvida mais delicioso.
Parecia que ia ser tudo bem. Peguei o 634, a viagem ia tranquila, até chegar em Bonsucesso. Lá tem dois pontos na Praça das Nações que costumam ser um mega point pra crakudos que tentam entrar nos ônibus. E dessa vez foi absurdo. Dois vieram correndo, pareciam que estavam brigando entre si. Um mais acabado correu primeiro, com um pedaço de pau na mão. O outro vinha atrás, e quando ia subir levou uma baita porrada do outro. O que conseguiu subir batia no ônibus com a madeira, enquanto o povo lá atrás se revoltava. O que ficou no ponto, pegou uma pedra pesada e começou a tacar no ônibus. Só parou quando o ônibus freio no ponto seguinte e ele conseguiu entrar. Acertou suas diferenças com o outro revoltado, e começaram a discutir com o povo lá de trás. Todos na frente viravam pra ver o que tava rolando. A revolta fez o motorista parar. Um cara na frente ia partir pra briga com os crakudos mais o pai dele (pelo que pareceu) o segurou. O primeiro desceu mas o outro só foi quando chamaram a polícia.
Isso foi só o começo do dia.
Cheguei lá, fui comer no Roxinho. Um bom salgado com guaraná natural pra não sobrecarregar.
Fui pra escola esperar a tal aula da LÚCIA. Eu e Maria Thereza lá. Só pelos 45 do segundo tempo, quando a aula já tinha começado, que a Bruna me ligou perguntando onde que era a aula pra ela entrar. Entrou e talz, engraçado ela não ter comentado nada do meu cabelo. Enfim...
A Lúcia comparada com a Marilis, é bem melhor na explicação. Mas no fim da 'aula' ficou de putaria passando suas mensagens de que é uma boa pessoa, que quer o nosso bem, que não crê na greve, blá blá blá. Falsa pra caralho. Pior, viu meu caderno. Nem todo mundo é podre por completo. Ela é botafoguense. Ficou puxando papo sobre o Ferreti, que pelo que fiquei sabendo morreu ontem. Eu inclusive li alguns dos feitos do nosso 'homem do segundo tempo'. Mas enfim, fato que a bruxa agora simpatizou com a minha cara, fora aturar TOODA aquela falsidade, puuuuutamerda.
Eu e Bruna fomos almoçar e talz, conversando sobre a vida. Sentia falta desses papos com ela. O rango foi bom lá na Brisa. Partimos pro estágio, num 634. Morri de rir com ela achando que ia ser na linha vermelha o caminho....xD
Viagem longa, chegamos até cedo. Acompanhei ela até lá. Depois fiquei um pouco sozinho, até o Lázaro passar. Já era hora de ir pro estágio, fomos juntos. O Lázaro é bem engraçado. Conversa boa, até eu chegar por lá. E aí veio mais pedreira.
Rodrigo tava lá e resolveu me passar uma tarefa bem importante. Eu até fiquei animado né....
Isso depois de perceber o trabalho que dava. E quando tava fechando meu tempo, ele veio fazer a vistoria. Falou que tava até bom mas tem algumas coisas pra acertar. E nisso ele foi me segurando, me segurando nas dicas....15 minutos, quase 20 eu saindo mais tarde.
CHOVENDO.
E aí eu fui pro ponto. Ponto lotado. E 5 metros depois, TUDO PARADO. Eu ia pegar ônibus mesmo? Ia ser burro a esse ponto? Se tava parado ali ia levar 3 horas pra chegar em casa. Sim amigos, isso que vocês estão pensando. Depois de um dia DE MERDA, eu ainda ia vir ANDANDO, da Coppe até o ponto do Fundão.
É MUITO, MUUUUUUUUUUITO CHÃO.
Cheguei MORTO no ponto. Passou uma van e eu resolvi não economizar, tava cansado demais pra pegar ônibus, na chuva, aquela hora.
As coisas começaram a melhorar quando cheguei em casa. Resolvi a discussão pequena com a minha namorada, super felizes, FOGÃO GOLEANDO, FRAMERDA TOMANDO NO CÚ E RICARDO GOMES FAZENDO FISIOTERAPIA PELO QUE EU SOUBE! Rapaz, num é que o futebol quis me fazer feliz?
Passei um calvário. Mas agora tá tudo na paz. Fui galera!
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