Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu sei lá o que fazer....

Mais um dia, mais um martírio. Ontem Taissa não entrou no msn, e eu até deixei recado no orkut pedindo desculpas, mas provavelmente ela não leu. Fiquei tão preocupado com isso, que hoje no ônibus fiquei ligando pra ela, e quando ela atendeu, eu tinha acordado ela. BOA Calvin, mais uma ESPETACULAR de suas ações. Mais um motivo pra se desculpar. Quem sabe você acerta no que faz e faz algo de bom, uma vez que seja. Vai, aprende a ser alguém merecedor de algo.
Quando eu cheguei na escola, tava tudo normal de manhã, até a Vitória me tirar um cabelo branco dessa vez. Caramba eu vou ficar grisalho com o que? 25 anos?
Quando bateu o intervalo, eu tava bem preocupado com a Bruna. Ela tava meio pra baixo na aula de química analítica( tá legal QUALQUER UM FICARIA, mas ela parecia estar doente), e me disse que num tinha tomado café da manhã direito(e que nem toma). Junta isso com o fato dela praticamente não comer carne, eu já tava meio preocupado. Se tem uma coisa que meus pais me ensinaram, e que eu mesmo descobri, é que café da manhã é muito mais importante que o almoço, sem o café você 'não se prepara' pra quantidades maiores de comida. E além disso, durante certas fases da nossa vida, temos que comer tudo que não gostamos, pra garantir certa vitaminas, minerais e afins. Carne é uma delas, tem muitos que não comem quando estão mais velhos, mas comiam. Bruna tá numa fase que carne é essencial, ficar evitando é ruim. Eu não passo um dia sem carne. Se num tiver carne, tem que ser derivado, nem que seja presunto.
Eu tava bem preocupado até porquê ela teve acho que sinusite nas férias, e enfim, se você num come certos nutrientes e ainda por cima come pouco, é praticamente colocar um OUTDOOR no seu corpo dizendo: 'Quer me deixar doente? Fique a vontade.'
Tava chovendo, eu num tava afim de ir pro português tendo que pegar chuva pra caramba. Ia almoçar no restaurante do colégio. Chamei ela. Disse que num ia comer. Lá ia eu, preocupado com mais uma coisa, almoçar. Lá encontrei o Szpilman, professor de música com quem estudei n0 6 e no 9 ano. Sempre incentivou muito a banda.
Sentei-me e fiz o prato mais barato da minha vida: 2 e 23. Pedi um refrigerante. Não conseguia acreditar que houvesse alguém tão cabeça dura feito eu, ainda mais a Bruna.
Quando estava quase acabando, Maria Julia e Mayara entram. Elas se sentam na minha frente após eu chamá-las. Comecei a falar sobre essa minha preocupação, sobre a Bruna com comida e talz. Dali a pouco a própria irrompe com um folhado de num sei o quê na mão, e um Guaravita na outra. Logo eu perguntei: 'ISSO É ALMOÇO?' Bom, pelo menos isso ela ia comer.
IA.
Ela devia tá tão desligada que num viu que o folhado tava uma pedra tostada. Nem mordeu direito. Quando eu levantei, veio comigo, largando o folhado rejeitado no meu prato vazio. Daí eu me meti numa situação tensa com ela.
Eu fui andando como que já tomando meu caminho e procurando por alguém que fosse. Só depois que eu fui perceber que ela tava do meu lado. Eu desviei um pouco pro lado, ela fez o mesmo, na outra direção, eu olhei pro lado dela e ela pro meu. Eu já tava ficando alterado. Se o Phelipe, do
jeito que é, me vê naquela situação de coincidências inusitadas..ia me zoar muito, ele sempre acha o improvável. Embora eu até tenha cansado de falar ao mundo todo que amo a Taissa, esse maluco acha que eu tenho algo escondido pela Bruna. Mereço mesmo. Quem manda ser assim? Só podia ter amigos mais pirados ainda. E sei que a Bruna lendo isso eu levo porrada ainda esses dias.
Encontrei o Gabira, e a Bruna ainda tava por perto. Procurando a turma mas num achando ninguém, e por isso ainda do meu lado. Eu logo disse sussurado pro Gabira: 'To fudido'
Ela foi fazer sei lá o quê, saiu e então o Gabira me perguntou o porquê: 'Ora, tu sabe como é o Phelipe cara, ia ficar me sacaneando muito com isso, fora que às vezes essas situações me assustam cara..'
E COMO assustam. Se tem uma coisa que acho estranho, é perceber semelhanças entre mim e alguma garota, qualquer que seja. Mesmo que seja só uma coincidência de momento, é meio estranho.
Na entrada, fiquei desesperado. Taissa ainda num tinha entrado e eu estava em sala. Nem ela nem o Caio. E isso me deixava insano. Começava a imaginar as piores merdas possíveis, uma vez que o Caio de santo num tem nada, embora sejamos amigos. Depois ela chegaria, e um pouco mais tarde, o Caio também. Eu falaria com ela aos poucos durante o dia, mas a hora principal foi o recreio. Fui de um extremo a outro. Feliz, conversando com ela, apresentei o João e a Joyce, enfim, tava tudo bem. Fui eu andar sozinho vejo ela com uns caras que não conheço, um de fora da escola, que claramente queria ficar com ela. Tava agarrado com ela. Eu não me meti, pois não gostaria que fizessem isso comigo, esperei irem embora pra falar. Como eu sabia, era mais um apaixonado, feito eu. O foda é que todos os outros são altos, são fortes, são bonitos, blábláblá, e talz. Eu sou apenas o esforçado, posso fazer MUITA COISA, mas serei apenas o esforçado. É algo que me enfurece. Quem num faz nada se dá bem nesse mundo, quem rala que se foda, parece lei inalterável. Foda que eu tenho essa tentação por mudar as coisas que não me satisfazem, mas até onde eu vou com isso, é que num faço idéia.
A Joyce até disse pra eu ficar até as 6( já tinha sido liberado), aproveitar o frio, fazer compainha pra Taissa na saída. A idéia foi boa, eu até que topei. Seria complicado, eu nem sei se vou pro mesmo ponto que a Taissa, fora o fato que eu tinha que estar no ponto o mais cedo possível, pra quem sabe ter uma sorte de pegar o 634, e encarar o engarrafamento causado pela passeata de protesto de hoje, e quem sabe assim chegar em casa numa boa hora. Sacou o embolo? Enfim, mas eu faria o esforço, até porquê vou junto da Julia. Tudo muito bem, até que..
CHUVA.
CHUVA.
CHUVA.
E MAIS CHUVA.
DILÚVIO.
Antes da chuva começar eu tava no grêmio com a Carol, o Breno e mais duas pessoas que não conheço, batendo uns papos bem descontraídos. Foi eu subir pra ficar esperando no portão, e eu olhar..
FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
Subi e fiquei com os amigos, aturando o tempo passar. Quando encontrei a Julia, acabei encontrando também a Taissa. Cada um no seu guarda-chuva, ela foi colada com a Talitha. Po namoral que que custa ver que eu também tenho guarda-chuva, e posso muito bem fazer isso de dividir? Melhor, eu QUERO. Qual foi..eu mereço um pouco.
Acabei deixando elas partirem mais na frente, enquanto esperava a Julia. Assim que a Julia comçou a andar eu logo deixei ela pra trás pra passar pela Taissa. Uma despedida rápida e talz. Tentei acumular um pouco de tempo parado pra ver se ela passava por mim, mas num deu, eu tinha meu tempo. Bobear ela me viu, talvez. Nem sei.
Na verdade, eu devia ter ido logo pra casa quando fui liberado. Não teria visto aquele cara com ela, num teria tido inveja dele, nem ciúme dela, nem vontade de dar um tiro nele e em mim depois. Não teria pego tanta chuva, e tomado esporro depois. Não teria passado por ela rápido e ficado com um desejo de quero mais. De parar tudo que estava fazendo, tomá-la nos braços e fazê-la entender o que eu sinto, sentir seus lábios por mim tão cobiçados, mesmo que fosse apenas uma vez. Mesmo uma, mesmo uma. Seria o suficiente pra eu poder dizer: Agora sim, acho que posso ficar feliz. E daí o que mais viesse, só lucro poderia ser.
E no entanto, eu faço uma alteração neste post, e vou-lhes mostrar nada menos do que eu já vi, e já vivi. E do que eu sei que virá. Hoje foi um dia, pra relembrar o passado. Não sei bem o porquê, mas todas as pessoas da minha vida hoje recordaram coisas do passado.
Minha vó caiu da escada do cemitério esses dias( e foi bem feito, porquê ninguém é maluco de descer essa escada. É de uso dos bandidos principalmente. Cheia de folhas e toda escorregadia, a minha coisa chamada vó quer descer ali depois de uma chuva foda, onde caiu mais chuva do que o previsto pro mês do Rio.) e ficou toda quebrada. Olho roxo, braço lesionado, e nem sei mais o quê. Contava coisas engraçadas pra passar o tempo. Admito que ri. Mas o passado na escola me faria dar mais risadas. Na tentativa de achar algum baterista, eu e o Gabira encontramos a nossa professora de música do 8 ano, a Tânia Saione. Ela ficou toda feliz só de nos ver, e quando soube sobre sermos, eu e o Gabira, respectivamente, guitarrista e baixista, ela se maravilhou.
Ri muito relembrando da Beth, de artes, da 5 série. Ou conversando com o Juan sobre o nosso 9 ano, e a zoação que era com o Lélio. Relembrei também os melhores momentos do ano passado. Às vezes é bom revirar aquele guarda-roupa de memórias, e admirar os feitos. Se inspirar neles.
E o futuro que sei que está por vir, é que eu terei que ensair bastante pro festival. Vou com tudo, quero mostrar o que sei, o que aprendi, o que construí.
Sei que sexta agora vou levar a guitarra, e se der uma sorte, de autorizarem, eu uso o amplificador na seção do coral.
Sei o que vou fazer agora por pedido dos amigos:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99558294
É aquela comu que fizeram. Pediram pra divulgar aqui, quem quiser entrar, fica a vontade, só depois num se arrepende.
E a coisa mais importante, quanto a Taissa. Tem dias que desejo nem encará-la, nem encontrar com o rosto dela. Que pretendo esquecê-la. E há dias em que quero mais que tudo estar perto dela. E há dias, como hoje, em que eu vou de um extremo ao outro. Eu simplesmente não sei se no dia de amanhã alguma coisa me fará tentar esquecer e outra me fará continuar tentando, só sei que independentemente do que aconteça, eu estarei lá. Onde for, quando for. Mas lá, do lado dela. Com o mesmo sentimento, talvez, provavelmente sim. Talvez nunca mude nada pelo ponto de vista dela, talvez nada por mim mude também. Talvez mudem coisas pra ela, talvez pra mim. Por enquanto, só sei a certeza de amar. E também sei que eu devia esquecer. Sabe que eu tomei um guaraná natural agora há pouco e ele tava com um pó estranho no fim do copo? Eu devo tá maluco. Não, eu SOU já, de certa forma. Amar é uma coisa complicada pra qualquer um, e pra mim que já não sou normal, se torna a maior loucura.
Sei lá, eu simplesmente, vivo cada dia do jeito que me parece ser conviniente, do jeito que acho que tenho que fazer. Mas sendo eu mesmo. Enfim, ai meu deus..
Vontade desgraçada, mas também iluminada e duradoura, de falar com a Taissa. De dizer 'eu te amo' mais uma vez, e quantas mais esse humilde coração pudesse repercutir.

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