Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

segunda-feira, 22 de março de 2010

O porquê disso tudo ninguém sabe.

Depois de uma ótima(e surpreendente) noite de sono, acordar cedo nem chega a ser problema.
Minha vó tava meio mal, então dei o café da manhã do meu primo. Improvisei um almoço, peguei a viola e fui pro cpII. Estava com alguma animação a mais, não sei bem o porquê disso.
No caminho bati papo com o Wallace, um novato da ilha. O garoto contou umas histórias bem engraçadas, e eu contei as minhas. Uma ida tranquila. Como sempre, chego, vou pra banca ler as manchetes, e lá encontro sempre a Danielle. Cutuco na mochila, abraço e beijo no rosto, quase como rotina. Eu a solto e ela vai embora. Tem sido assim nos últimos dias.
Na escola, começo a pensar em como apresentar a música nova pros amigos, e mostrar também o que tenho aprendido. Me surpreendi, e me alegrei de ver, Gabira fazendo o baixo pra minha música, Pablo pensando na entonação dos versos e na entrada da bateria, Souza solando(mesmo que de brincadeira). Deve ter algo a ver com o festival. Não temos data certa. Então em qualquer data que seja, temos que estar prontos. Nos aprimorar, inovar, descobrir e aperfeiçoar.
Eu, particulamente, ainda tenho muito o que aprender. Se minha melhora no último ano foi invejável, mais ainda é o que Souza pode fazer se deixá-lo com uma viola. Sem mal-intenções por favor, mas ele é um talento nato.
Fora o nervosismo que é, vir treinar no colégio. Ou melhor, gravar no colégio. Pode ser legal pra quem tá de fora, mas é tensão pura até não se obter resultado. Se for resultado ruim então..
Mas nessa quebra, Gabira me ensinou 'I've just seen a face'. É uma música bem country cantada pelo Paul no 'Help!', quinto LP dos Beatles. É fácil. E maneira. Adorei ter aprendido tão rápido. E poder agora ensinar quem queira aprender.
Na subida pra aula, encontrei a Taissa, ainda rouca. Deve ter pego um resfriado dos diabos. Tenho falado pouco com ela, às vezes sinto uma falta do caralho, às vezes acho que é bom essa distância.
E antes que começasse a aula, fui zoar com o Pedro e sua careca. O safado esqueceu de levar o cabelo, diz que traz amanhã pra gente vender. Piadas infames surgiram, e a melhor foi essa:
'PORRA JESUS VIROU BUDA!!!!!!!'
EU RI. Tá um pouco engraçado, mas tá maneiro. Eu por outro lado, não me sujeito a metade daquilo. Já num sou de cortar o cabelo. Que dirá raspar. Máquina zero então, nem fudendo. Alguns dizem que seria bom, já que as garotas me preferem com cabelo curto. Me preferir é uma coisa, ficar comigo é OUTRA TOTALMENTE DIFERENTE. Ou seja, cabelo grande ou curto, eu sou eu, e isso significa que elas querem mais é distância. Com elas enojadas, prefiro agradar a mim mesmo, com cabelo grande mesmo.
Durante a aula, não sei como, mas fiquei com certa febre. Eu percebi um pouco de febre, mas num tinha certeza. Gabriela confirmou pra mim. Então de repente, alguns minutos depois, ela simplemente sumiu. Vai entender. Durante a aula também, deu pra dar umas risadas, e constatar um fato: eu não consigo me estressar com a Bruna. É incrível, ela simplesmente me rouba todo o argumento, me corta e eu fico sem ação pro que ela faz. Eu tenho todos os motivos, certas vezes, pra dar-lhe um passa fora estilo meu pai, que ela ia chorar. Mas sei lá, ela me corta a ação toda, e fica me encarando com um sorriso, pelo qual eu deixo me levar.
No recreio, Carolzinha pedindo pra aparecer aqui(TÁ VENDO VOCÊ APARECEU!!!!!!) e Joice pedindo pra eu corrigir seu nome. Pronto, tá aí. Satisfeitas?
Depois eu tenho que pegar o link do vídeo do Pedro raspando o cabelo, e o do blog do Henrique, pra geral ver. Às vezes fico com preguiça de mexer o histórico. Deixa, consegui aqui.
http://flopis.com/floplay/ esse é o blog do Henrique, temporariamente diz ele.
O maluco me põe a minha música no primeiro lugar do setlist, caralho, fiquei com medo. Que raios anda acontecendo? Taissa ainda me dá uma lição de moral agora no msn(É AGORA AGORA MESMO, NESSE MOMENTO EM QUE ESTOU POSTANDO..EU CONSEGUI FALAR COM ELA NO MSN DEPOIS DE MAIOR TEMPÃO!!!), dizendo pra eu acreditar mais em mim mesmo, não me diminuir, que isso dá raiva. Que eu tenho potencial. Bom, olha quem fala né, de não se diminuir as próprias capacidades, mas enfim, ela sempre me deu apoio na música, aprecia mais que muita gente.
No recreio, aproveitei pra voltar a viola. Na subida me despedi da Taissa, que já ia embora, a turma dela tem os dois últimos vagos, enquanto eu só tenho o último. Caio, Henrique e Bia aproveitaram pra frequentar a nossa turma.
Saí mais cedo, tentei aproveitar pra chegar mais cedo em casa. Pra minha surpresa, passa um M92 por ali, tipo, nada a ver.
Mas eu até pegaria, se não estivesse com violão e o ônibus lotado.
Demorando, demorando, conheci Mayara, novata do 1 ano. Uma garota bem legal, bonitinha, e talz. E de boca abençoada. O ônibus tinha largado a gente dando a volta, discutíamos ir pra Leopoldina, ou encarar a Brasil. Ela veio e disse: 'calma gente, daqui a pouco passa um, a gente pega, e no mais tardar, 7 e 15 tamo na ilha.'
Que otimismo invejável. E certeiro. Melhor, 7 e 15 eu tava no Mundial, ou seja, a 2 pontos de casa. Agora eu num pego mais ônibus sem ela do lado. Santa boquinha.
Chego em casa e minha mãe me diz que estava naquele M92 e que tinha me visto.
Que lol, eu pensei. Mas se o M92 tiver passando por ali, dependendo do horário, pode ser uma ótima opção. Poder escolher entre ônibus, pegar um menos cheio, que mão na roda que seria.
Enfim, fiz o trabalho chato de desenho, amanhã tem que levantar cedo. E ver o que apronto.
É engraçado, eu sinto que tudo está mudando. Diversas coisas com as quais eu sempre tenho me aflingido e me estressado, se ajeitando sozinhas, sem eu fazer nada pra isso mudar. E me sinto tranquilo em meio a essa calmaria repentina, mas agitada em si.
Bom, antes um boi atolado na lama, do que a carroça. E mesmo o boi levanta.

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