Ontem fui durmir preocupado com a Taissa. Falávamos tranquilamente no msn quando eu percebi que ela estava meio quieta. Perguntei o que era. Ela disse que estava resolvendo umas coisas e então depois falaria comigo. Fiquei quieto pra esperar, e vi no subnick dela:
'a minha paciencia acabou'
Parei pra pensar se tinha feito algo ruim, forçado alguma barra, mas realmente não foi o caso. Não tem sido o caso. Não a tenho perseguido. Falo com ela normalmente. Então vi que só podia ser coisa pessoal. Fiquei quieto até que ela ficou on de novo.
Perguntei se agora ela poderia falar. Silêncio. Deixei meu irmão usar o pc, e disse:
'Vou deixar ausente, se alguém falar algo, diz que você está aí e eu já volto.'
Geralmente ninguém diz nada, mas pra minha surpresa, Taissa chegou a me responder, e no caso, foi respondida pelo meu irmão.
Disse que não queria papo no momento. Eu compreendi, cheguei a responder que se precisasse eu estava ali. Nenhuma resposta. Ela sairia sem se despedir. Talvez não só de mim, como de ninguém. Algo ruim tinha acontecido. Tava com isso na cabeça, mas precisava disvirtuar um pouco. Levei a viola, é uma quinta feira, num costumo levar, mas levei.
Na escola, a Monica ia passar uma lista de interesse de estágio no fundão, eu logo me coloquei a disposição. O pai de Bia e Bruna trabalha por lá, logo elas também tem interesse. Falando nelas, vieram com o cabelo diferente hoje, tinham ido ao salão, eu acho. A Bia veio de um jeito que eu já tinha visto umas vezes, então já tava acostumado. Mas a Bruna veio de um jeito que, se por acaso eu já tinha visto, nunca tinha reparado do jeito certo. Fiquei muito surpreso. Ela sempre foi bonita, mas hoje tava meio que se destacando sabe? Enfim, eu ainda acabar almoçando com ela e a Bia no português. Ela tem estado doente, na verdade, tem enjoos terríveis durante a hora do almoço. Com qualquer cheiro ela passa mal. Mal come. Tenho me estressado um pouco tentando convencê-la de que precisa comer, só assim ela fica forte mesmo. Na verdade, tenho me preocupado muito com isso, até demais. Mais sinceramente, essa parada da Bruna doente me fez tirar um pouco a Taissa da cabeça. Mas aí a Taissa passa sei lá que barra e eu num to sabendo, e ao mesmo tempo que a Bruna parece tá doente e num sabe? Cacete isso pode fuder com a cuca de um cara.
No colégio ainda ia topar com a Tainá no meio do corredor. Cada vez tenho mais certeza que ela gosta de mim. O corredor tava lotado mas eu fiz ela parar, mesmo com várias pessoas querendo passar, pra falar comigo. Se fosse o caso de não querer falar, ou achar que ia atrapalhar o 'trânsito humano', ela falava mas passando. Não, ela parou. Enfim, vamos à aula.
Tudo tranquilo. Quero dizer, eu achava que estava. As aulas tavam sendo bem maneiras e engraçadas até bater o recreio. E eu perceber que a Taissa tinha faltado. Eu começava a pensar em coisas muito ruins. Com a viola minha única distração, minha salvação.
Partindo na volta, percebi a Tainá vindo na minha direção. Ela ia beber água. Aproveitei e disse pra Bruna:
'Olha aí a mina que te falei..'
Bruna então me pega desprevinido..
'Se quiser eu pergunto pra ela se ela tá gostando de você ou de alguém, eu falo com ela já..'
Namoral, que tenso, óbvio que eu disse que não precisava. Mas saca, isso tudo com a Bruna é meio, não caiu a ficha. A mudança do jeito que somos um com o outro. Deixa eu explicar:
Na quinta série eu e ela nem éramos da mesma turma. Passei de 2005 a 2007 pensando que ela era uma chata, snob e metida. Em 2008 comecei a ter mais contato com ela, mas ainda tinha essa impressão. Ano passado começaram as mudanças drásticas. Mesma turma. Realmente o crescimento de uma amizade meio mal começada. Daí pra festa dela, e depois na minha. Trabalho na casa dela. Abraço caloroso no fim de ano, sendo que nunca fomos do tipo amigo grudento com ninguém, que dirá conosco. Falando no fone um pouco depois de meia noite no dia de Natal. Encontros com a galera toda nas férias. Passamos de simples conhecidos a muito amigos em menos de um ano. E esse ano, com as mudanças nas turmas, eu vi que ela é a pessoa por quem mais tenho afeto na sala. Com quem mais me dou bem, mesmo vide as discussões tão costumeiras que temos. Tenho um carinho especial por ela, assim como tenho como poucos amigos. Mas de uma forma um pouco diferente, vide que discutir com ela é algo que eu gosto de fazer. Já fui na casa dela, falta ela vir na minha. Enfim, eu ainda lembro muito bem como eu a via na quinta série. E comparo com como eu a vejo hoje. É um baque me ver tão amigo dela. Tão envolvido nessa amizade, talvez até dependente disso. Sempre faltou pra mim uma amiga como ela, fui sacar isso depois de muito tempo.
Em pensar que a gente ainda acabou combinando trabalho de dupla. Além do de física, agora biologia. Fechamos o acordo de mãos dadas. Enfim, sei lá. O Phelipe agora deve tá se cagando de rir, se vangloriando, sem dúvida. Antes que comecem, prestem atenção no que eu digo:
NÃO SINTO NADA ALÉM DE AMIZADE PELA BRUNA.
NÃO ESQUECI A TAISSA COMPLETAMENTE PRA CONSEGUIR ME APAIXONAR DE NOVO.
PROMETI NUNCA MAIS ME APAIXONAR SEM TER CERTEZA DE QUE SERIA CORRESPONDIDO, ENTÃO ASSIM QUE EU TIRAR A TAISSA DA CABEÇA, ISSO NUNCA MAIS ACONTECERÁ.
Enfim, eu to tomando um rumo na minha vida. Não vou mentir aqui pra vocês, se eu soubesse que teria uma chance, eu largaria tudo pra ficar com a Taissa. Não bancaria o forte. Meu orgulho só me dá razões pra seguir em frente, mas quando as coisas tem um significado maior, posso deixá-lo de lado. Ela não me quer, que seja. Também então não devo querê-la. Que nossa amizade se eternize como nós prometemos, pois eu posso esquecer o amor que sinto, mas num posso esquecer que já o senti. E o quanto ele foi intenso. Eu ainda te amo Taissa, mas num posso mais deixar isso me dominar. Pelo menos, enquanto você não mudar o seu jeito de me ver. Nem isso, mas o jeito que você se vê. Você merece que alguém sinta isso por você, e não que você sofra na mão de quem não te dá valor. Da mesma forma, eu também mereço.
Sigo em frente, e quem quiser me acompanhar, que venha, eu recebo de braços abertos. Mereço ser feliz, mais que muita gente. Já passei por merda demais pra parar agora. Não encaro a vida com a cabeça baixa, por mais que por vezes todos tenhamos nosso momento depressão. Aprendi a encarar tudo que me viesse, com tudo que eu tivesse de melhor. Ter medo e se assustar é normal, é humano. Mas ter a coragem pra vencer isso tudo, é o que faz com que fiquemos eternizados, com que sejamos lembrados. E pra que mais viveríamos que se não aproveitar a vida e ser lembrado sobre essa tão boa vida?
Sangue, suor, garra, humildade, força de vontade, rock n' roll e amor, combinação perigosa. Mas viciante.
Chamai me e estarei lá, a minha força é base do amar.
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