Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

terça-feira, 16 de março de 2010

Exagerado

'Jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado'
Versos simples pra resumir a minha complexa situação. Hoje eu tava conversando com o Gabira e com o Phelipe sobre a conversa que tive com a Taissa. Eu realmente cheguei longe demais sem ser correspondido. Que eu posso fazer agora? Tenho que me conter um pouco. Viver normalmente, tratá-la como sempre foi na nossa amizade, deixar o amor que sinto um pouco de lado, pois num é tudo que sinto por ela. Viver essa amizade, mas sabendo que, se alguém me perguntar um dia, provavelmente, o que sinto num terá diminuído em nada. O jeito é tocar em frente. Mas hoje eu não consegui me conter, e ela não estava assim de papo. Pra piorar, eu estava desesperado pra falar com ela, e toda vez que achava ela, fosse com quem fosse, onde fosse, eu ia falar alguma coisa, puxar algum papo.
Não soube me conter, eu fiquei forçando papo à toa, sem ter o que falar, isso foi chato. Eu tinha pra mim que ela até já estava chateada, e se isso acontecia com ela, eu estava num martírio. O Caio e o resto dos muleques vieram me confirmar a suspeita, me dando o toque de que ela já estava comentando sobre a encheção que eu estava causando(e mesmo que fosse caô deles pra me sacanear, toda brincadeira tem um fundo de verdade). Eu já sabia isso de certa forma, e devia desculpas à ela. Cara, simplesmente não caiu a ficha ainda pra mim, não me acostumo dela não estar mais na minha turma, de nós num estarmos sempre juntos conversando como antes. E eu fico desesperado com isso, tento compensar essa falta que ela faz na sala fora dela, mas simplesmente não funciona, eu num tenho calma, me afobo, acabo desvalorizando a amizade e banalizando o amor. Mesmo que seja tudo brincadeira dos leks, ela tava meio chateada, eu podia perceber isso, mas insistia em bater na mesma tecla.
Na verdade essas coisas não são infundadas, tipo, esses dias eu cruzei com ela e tipo, às vezes ela nem notava que eu tava por perto. Ou então passava por mim e num dava 'oi', num abraçava, não beijava no rosto. Não que eu seja carente. Mas assim, também é algo que eu acho que num dá trabalho pra ninguém fazer. Num é não cumprimentar, é simplesmente por agir como se eu não estivesse ali. Isso que me incomoda. Num sei se é intencional dela ou não, mas isso me aflinge, e por isso eu fico que nem um cão atrás dela, querendo falar. Eu simplesmente não tenho conseguido fazer o papo surgir, e fico tão desesperado por causa disso que acabo jogando ela na parede. Desculpa Taissa, num é intenção. Você sabe, mais que ninguém.
Tenho aproveitando(RE aproveitado na verdade, pois havia deixado esses momentos em segundo plano) coisas engraçadas, como zoar com os amigos, os de sempre, os de verdade.
Às vezes quero ficar sozinho um pouco, refletir. Não é fácil fazer isso no colégio. Ainda mais com esses lances de blog agora. Eu fico numa expressão que quem me conhece, já sabe, 'ele quer ficar sozinho.' Quem não sabe bem, eu logo digo: 'Hoje eu quero ficar um pouco sozinho, valeu cara?'
É uma coisa que eu faço, deixo logo claro quando não quero papear ou conversar, tenho esse 'prazer' de fazer isso. Não quero que façam comigo o que infelizmente fiz com a Taissa hoje, forçar um papo.
Coisas engraçadas acontecem, do tipo de eu pegar a Bruna me cutucando o cabelo, pra arrancar um fio de cabelo branco meu que estava à mostra. Tenho tantos, eu me lembrei, ficarei grisalho cedo.
Do tipo de conhecer um cara do colégio no ônibus e ter com ele um papo que variou de teoria de conspiração, sistema e alienação, até bondes escolares.
De chegar em casa, pegar um caderno do ano passado pra estudar química( já que amanhã tem analítica com a Patrícia e vai ser tenso), e reecontrar, coisas assim:
Trabalhos da galera do ano passado, largados comigo porquê eu era representante e eles tinham faltado no dia da entrega.
Folhas pixadas por mim mesmo, com diversas mensagens reflexivas e planos vazios pra ninguém ler, mas os quais, eu acabei relendo.
De ver várias pixações em especial escrito: 'All you need is love', e relembrar o gesto de escrever isso na mesa da Taissa antes de toda prova.
De achar um trabalho que fiz com ela, de física, um dos tantos né.
De ver que sem querer, eu estou com uma PROVA dela de FÍSICA do PRIMEIRO TRISMETRE DO ANO PASSADO!!!!!!!!Como que isso aconteceu? Não me pergunte, só sei que to com isso aqui.
Sei que não pago o psiquiatra por quê é grana jogada fora. To precisando de um tapa na cara pra me sentir em terra de novo, parar de viajar.
Andei pensando, eu posso não poder ouvir alto a guitarra sem caixa de som, mas acho que amanhã, ou sexta, pode ser um bom dia, pra levar a guitarra, mostrar pros amigos. Se alguém conseguir me deixar lá com uma caixa de som, aí fica ótimo. Sei lá, vamos ver.
Eu só quero agora é ser feliz.

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