Sábado é o típico dia em que você quer um tempo pra você. O típico dia em que você descansa. Mas pra quem estuda no cpII, é dia de AULA. E acordar cedo. Enfim, mais uma tortura.
Eu ia tomar banho, e enquanto eu colocava a toalha pra ir pro banheiro minha mãe entrou no quarto. Detesto essa falta de privacidade, e ela ainda me manda essa:
'Calma, não sou a Taissa..'
Namoral eu fiquei tão puto que comecei a resmungar 500 coisas sem sentido algum(nem dava pra entender o que eu dizia) cheio de raiva. Tive o que se chama de ataque psicótico.
A Julia não ia poder me dar carona, então eu tava preocupado. O ônibus podia demorar pra passar e não dar mais tempo. Fui contrariado por um 634 que voou MUITO na estrada. Cheguei 11 e 15 na escola.
Por lá deu pra perceber que praticamente todo mundo ou está resfriado ou tá com tosse, que nem eu. E eu pensando que ia ter assim um tempo pra mim né. Já chego encontro a Carol, começo a ajudar com o trabalho de desenho, e talz. Vou pra sala e sabe o que rola? Minha tia estava no colégio, PRESA NO ELEVADOR.
Me digam
QUEM AINDA USA AQUELA MERDA VELHA??
Eu sempre me pergunto o que há de errado com as mulheres do lado da família da minha mãe...mãe maluca, tia azarada, avó monstro, prima emo..enfim
Na entrada eu tava passando pela sala da outra turma de ma e lá estava a Taissa com a Talitha. Eu nem ia puxar papo nem nada, então passei por elas e fui andando, e meio que ouvi me chamarem. Pensei que era imaginação minha, afinal agora toda hora na rua eu acho que me chamaram, ou que vi a Taissa na rua. Fui ver que era a verdade quando ouvi a Talitha chamando. Quem tava me chamando era a Taissa. Ela tava rouquíssima, MUITO ROUCA. Eu fiquei impressionado, que diabos ela andou fazendo pra ficar assim? E olha que sou eu que treino canto em casa junto da guitarra..
Fui, cumprimentei, beijo e abraço, e perguntei:
'Que que houve? Como que tu ficou assim?'
Ela falou tão baixinho que juro que não ouvi..
Acho até que ela ia falar alguma coisa comigo, mas ela se virou, se despediu e entrou. Nem sei se ela ia mesmo falar alguma coisa. Saí andando e dizendo: 'CARALHO QUE COISA MAIS LOOOL....' Tipo, essa cena foi como uma metáfora..
A Taissa me chamou quando eu andava e não podia ouvi-la. E olha, dos jeitos que as coisas vão pra mim, um dia, isso pode acabar sendo real. Sei lá, nem sei se quero que seja.
Eu ainda ia receber a carteirinha, onde a minha foto parecia a de um pigmeu, muito pequena e afastada. A Bruna num me deixou ver a dela(como se ela tivesse como reclamar de feiúra numa carteirinha) e ainda pegou a minha, na marra pra ver, muito malandrinha. Eu nem consigo me estressar com ela, sei lá. Vou fazer teste em dupla de física com ela, pelo que combinei.
Peguei o livro de Sociologia emprestado com a Ágatha, é caro pra caramba, melhor xerocar os primeiros capítulos, e quem sabe depois comprar.
Na saída nem tive tempo pra nada, peguei carona com a Julia, fiquei na Colina e depois fui pro ponto, pra ir pra casa. Em casa a primeira coisa que me acontece é minha mãe me torrando:
'Calvin, de que músicas a Taissa gosta?'
Eu já tava me enchendo, perguntei porquê ela queria saber..e ela me manda.
'Bom, voltou aquele musical que você adorou. Lá no rio sul, se você quiser levar ela, eu até banco..'
O musical em questão é 'Beatles num céu de diamantes'. Nunca fui de ver musical, aceitei o convite na época porque era sobre Beatles. E acabei adorando mesmo o musical. Saí de lá ainda mais viciado em Beatles, e determinado a cantar aquelas músicas com pelo menos metade daquele talento apresentado. Reencontrar a peça, pra mim seria uma boa. Agora, chamar a Taissa pra sair comigo, só eu e ela, pra ver uma peça sobre uma banda que ela praticamente não entende ou conhece nada, sei lá, num seria meio, IMPOSSÍVEL DE ROLAR? Chamar num é nem o problema. Agora ouvir aquele sonoro NÃO é um saco, ainda mais sabendo que, se a pessoa arriscar, ela vai gostar e criar interesse, porque é aquele tipo de coisa única. Enfim. Deixa eu aproveitar o fim de semana.
sábado, 20 de março de 2010
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