Sabe aquela sorte que eu disse que eu tava precisando? Bom parece que ela num quer aparecer não. Hoje no recreio a Bruna, a May e a Debora vieram me dizer que a Taissa tava ficando chateada já comigo. Ah qual foi? De novo isso? Namoral, essa garota tá vacilando sério comigo. Eu já to quase tirando essa merda desse amor da existência, e tentando reviver a nossa amizade. Aí ela vai e fala pras amigas(nem pra mim, nem na minha cara fala) que eu to chateando ela quando eu puxo papo? Ahhhh num fode, ninguém merece ouvir isso. Já não bastasse todo mundo me perguntar sobre ela, e num sei mais o quê, agora ela vem falar que eu to sendo chato. Ninguém manda também a garota se isolar e num querer nem saber de nada, porquê por causa disso eu tenho que puxar papo do nada pra ver se ainda mantenho a amizade.
Aí eu tentando manter sou chato? Certo então, deixa só. Anota aí, uma das últimas vezes que falo desse rolo todo com ela aqui no blog, isso tem data pra acabar. Dou uma semana, ou menos, pra isso desaparecer.
Nem vou me esquentar, tenho um valor único, só quem me conhece e me dá o valor que eu mereço sabe como é. Vou dar exemplo claro, minha presença não é algo descartável, muito menos a minha amizade.
Há cerca de 2 anos, eu fiquei com uma amiga da minha prima na casa do meu pai. O nome dela é Mikaele. Muito bonita. Tava louca por mim lá, e eu nunca tinha visto na vida. Num quis nem saber, fiquei com ela ali mesmo, depois de implicar pra caramba com ela.
Sábado agora foi o casamento da minha prima Isabela. A irmã mais nova dela é a Mariana, prima minha de quem a Mikaele é amiga. Eu num pude ir ao casamento, era muuuuuito longe e eu num tava a fim de pegar van, ônibus ou o caralho que fosse lá pra depois do fim do mundo. Mas meu pai foi. Filmou um pouco lá. Ele voltou dizendo:
'Olha, sabe aquela Mikaele? Meu filho, ela tá uma gaaaaaaata, muito mais do que já era e ainda me perguntou sobre você. Te mandou beijo e tudo..'
Se eu fosse uma merda qualquer, não seria lembrado por uma garota distante que participa da família de certa forma depois de 2 anos.
Enfim, vamos animar um pouco o post de hoje, papo mais descontraído from now on.
Peguei o ônibus com o Wallace de novo, parece que vai virar rotina das segundas e sextas. Ele é da 114, pelo que eu vi. Tanto ele quanto o Marcos. O papo é bom, dá pra aproveitar legal a viagem conversando com ele. Não tem erro, é risada cá e lá.
E o foda hoje na entrada foi ter tempo pra tocar, não esperava que fosse acontecer. Tenho melhorado muito. E ampliado o repertório.
Logo nos primeiros tempos, por mais que fosse aula de inglês, eu ia morrer de rir. Ou de sei lá o quê, eu ria, mais pela falta do que saber o que fazer do que por rir mesmo. O negócio foi o seguinte:
Eu tava com muita sede. Thaiane sentou do meu lado na roda, com uma garrafa GELADINHA de água. Aí eu comecei a insistir, 'poxa Thaiane, só um gole vai?'. Aí vem ela, 'que nada Calvin, num vem não, porquê você num pede pra Bruna?'. Bruna também tinha água, mas estava praticamente do outro lado da roda. Eu num ia pedir meeeeeeeeeeesmo, nem um pouco aquele esforço todo. Fora o fato que eu tenho sido bem abusado em relação a isso com ela, já matei uma garrafa d'água dela outro dia e depois no dia seguinte tomei um gole(ou dois, confesso) do Guaravita que ela tinha comprado. Num ia começar a ser chato com isso. Mas aí a Thaiane vem e manda:
'ÔÔÔ BRUNA, O CALVIN TÁ QUERENDO DA SUA ÁGUA SABIA?' ela disse algo assim, pra me envergonhar mesmo.
Eu logo tentei retrucar, tipo, 'NÃO NUM É ISSO NÃO EU ME VIRO AQUI COM ELA' mas já era tarde. Quando eu vi a Bruna já tava mandando geral ir passando a garrafa até chegar em mim. Até tomaram uns goles, mas ela fez questão de avisar pra deixar pra mim. Eu num tinha reação, ela ria e então eu ria. Diversas vezes disse que não precisava, mas a garrafa me chegou assim mesmo, e até com certa quantidade que dava pra matar a sede. Eu num ia recusar né, tava com sede, mas eu tava um tanto sem graça. Sei lá, tanta cortesia, eu num me acostumo bem com isso.
Daí eu bebi e talz. O Tomaz levantou pra beber água e perguntou se queria que ele enchesse, eu disse que sim. Quando ele voltou eu tomei um gole e pedi pra irem passando até a Bruna. Ela ficou toda sem graça também, é mole isso? Tipo, dizendo que tinha me dado a garrafa, que num tava com sede, e num ia beber água quente da escola. Ah qual foi? Agrada mas num pode ser agradada? Que maluquice, a gente riu demais. Eu acabei tomando a água de novo. Enfim, sei lá, coisa de doido.
Um dia normal, tocando a viola. Parti cedo como manda meu tempo vago de segunda, e cheguei bem cedo em casa. To aqui meio puto com certas coisas, mas enfim. Eu vivo. Isso que importa. To vivo. Quinta, eu devo cortar o cabelo ou ensaiar, ou ainda os dois. Sexta em casa, sábado visitar a Julia no níver dela.
O resto mais, eu dou um jeito, queria poder deixar as coisas numa boa, sem mágoa, mas isso é impossível. Eu me ferrei muito nisso tudo e nem o que eu mais queria, que era a amizade, eu acho que consegui salvar. Seja como for, eu vivo. E espero a hora do juízo final com um sorriso irônico e desafiador, como quem diz: 'Então é isso?Certo então.'
segunda-feira, 29 de março de 2010
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