A cada dia que passa e fica mais próximo o show do Paul, eu fico mais insano e impaciente. Eu simplesmente não consigo esperar. Segunda feira é O DIA. Ou melhor, A NOITE. Afinal, o show começa as 9 e 30 da noite. Abrem os portões as 5 e 30 da tarde pelo que eu li.
Digo 'li' porquê minha mãe fez o milagre de comprar alguma revista, comprou a Veja, mas me deixou a Veja Rio. Na capa, SÓ isso aqui:
'À espera de Paul Mccartney' debaixo de uma foto grande dele. Ahhhhhh cara, que tensão. Queria saber ser mais paciente.
Sem dúvida, queria. Hoje as aulas foram passando rápido pela manhã, tudo bem. Almocei com a galera quase que toda no Brisa, e nisso eu já tava pensando na Jenifer, sobre conversarmos e talz. Fui pra escola, encontrei o pessoal, conversamos um tempo e então fui pra aula. O Oda pra variar deu uma aula bem legal, e ao fim da aula dele, encontrei a Jenny. Pra ser rápido, disse pra ela me esperar que tinha que falar com ela no recreio. Ela disse que ia ter aula de artes e me esperava ali. Combinados, fui pra aula de manejo. A Monica tava pra confirmar ainda os estágios na Coppe, disse que pelo menos UMA vaga ia rolar. Eu fiquei apreensivo. De início ela tinha dito que ia ser dado por nota, e por isso pediu os boletins do ano passado...e por esses boletins eu tinha garantido a minha. Mas, com UMA só vaga, talvez role uma seleção pelo boletim de AGORA, e AÍ, fudeu, só com muita sorte...numa cagada de pau a pau, porquê a Debora tá insuperável. Não to invejando nem nada não, a menina tem todos os muitos méritos, ela estuda demais. Eu poderia ter uma chance se tivesse sido mais atento em pequenos detalhes que me custaram pontos em diferentes matérias...mas com meu rendimento atual, sem chance competir com ela. Nego até falou isso de sacanagem, mas estão certos...eu só entro se o critério for o boletim do ano passado.....ou haver mais vagas..
Enfim, bateu o recreio, liberados, eu corri o pátio sem achr a Jenifer. Daí lembrei da tal aula de artes...ela podia tá demorando a sair, como era muito comum.
Dito e feito, lá estava ela, pintando um trabalho. Tinha mais um muleque beeeeeeem quieto do lado dela, não dava pra ouvir nem sequer a respiração do cara, de tão quieto. Eu fui direto a ela..
'Como você me achou? ela perguntou.
'Você falou da aula de artes..era o único lugar que poderia estar, se não estava mais em lugar nenhum...'
Eu continuei.
'Você disse mesmo o que eu ouvi no fim da conversa de ontem?'
Ela deu um risada disfarçada..
'Não...rs eu disse "tá bom"....rs sério..'
Nisso eu já fiquei meio abalado. De 'também' pra 'tá bom' depois que falam 'eu te amo' existe uma GRANDE DIFERENÇA. E vindo dela então, existem mil significados pra um simples 'tá bom'. Tudo isso era pra lá de suficiente pra me botar mais maluco. Eu pedi pra ela chegar um pouco mais cedo no dia seguinte, pra podermos conversar. Eu até 'tentei' roubar um beijo sem conseguir nada, apenas provocar aquele riso bobo na mineira, e fui embora dali (digo 'tentei' porquê, se eu quisesse de fato, eu tinha feito. Eu gosto quando é natural).
Falei com o Rappa e o Henrique quanto a minha situação. Me sinto frustrado de não conseguir tempo pra obter uma resposta sincera e de fato tentar retomar as coisas...e não sei o que preciso fazer pra garantir isso. Só sei que a amo, e to tentando. Não sei por quanto tempo vai continuar assim. O jeito é ir vivendo.
Queria ser mais paciente, pra num ter que sofrer na ansiedade...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
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