Sorte e azar são coisas que andam de braços dados. A felicidade continua a mesma de ontem, mas tive meus motivos pra injetar ódio na veia.
Acordei ontem até tranquilo sabe. A parte da manhã do meu dia foi ótima. Tudo ok, fui pra escola, fiquei estudando. Quero dizer, tentando estudar, pois inglês é algo muito ruim de conseguir estudar. Geralmente ou você sabe ou você não sabe. E eu sei inglês pra caramba desde pequeno. A cada ano sei mais, e não é por causa da escola. Foi muito mais produtivo ficar de papo com a Debora Tavares e a Camila (a quem fui apresentado hoje) sobre música. A partir daí meu dia começou a mudar de rumo...
Tinha notado que absolutamente ninguém que tem estudado comigo esses dias apareceu. O único das duas MAs sem ser eu era o Pietro. Eu tava pronto pra ir almoçar, curtir a vida como sempre, e talz, e mal saio no portão..
Taissa chegava na rua (Se depois que eu ganhei o CD eu esperava poder falar menos dela, hoje o plano de postagem foi por água abaixo). Ela notou a minha expressão 'putz..' (não tem outro nome, é aquela cara que todo mundo faz quando fala 'putz'). Riu. Veio falar comigo. Disse que não sabia nada de matemática, queria minha ajuda. Eu disse que ia almoçar e já voltava. Ela disse que não vinha, que ia ficar por lá mesmo.
Eu já fui andando pro Brisa meio que surpreso, sei lá como eu tava. Normal não estava. A felicidade se trocou por um pouco de tensão. Tentei relaxar. Fui lá pro andar de baixo do Brisa, pus minha mochila num bom lugar, subi tranquilo, nada acontecia. Comecei a botar o prato, quando um calafrio me passou a espinha. Olhei pra trás e não vi nada. Pros lados, nada também. 3 segundos depois, a Taissa me aparece entrando no Brisa.
A cara de 'putz' foi ainda mais explícita. Admito que ri um pouco. Meu lado racional dava conta de entender o humor da situação. O problema é como o passional se firma com isso..
Dali começa uma cena com a qual eu realmente sonhei um dia poder viver: eu e Taissa, um de frente pro outro, almoçando, juntos, SOZINHOS. Não havia ninguém no andar de baixo. NINGUÉM. Ninguém dava sinal de que ia entrar também. A gente conversava um pouco sobre provas, enquanto eu tentava disfarçar a incredulidade e claro, a ânsia de viver o momento DO JEITO QUE EU QUERIA. Até que em certo ponto ela tocou no blog:
'Você postou ontem?'
'Postei po..'
'É que eu não li...'
'Desde quando você lê assim direto?'
'Desde sempre Calvin!!rs ora, você sabe disso..'
E pior que eu sei. Só não entendo o porquê. Com tudo que eu já falei por aqui, acho que ela tem motivos mais do que suficientes pra se quiser até pixar meu blog.
Ri um pouco. Eu tava só vendo no que ia dar, esse papo todo, do jeito que ia, eu ia ficar maluco. Já comecei a olhar pra cima, trocar uma idéia com Deus não faz mal, aliás pra mim é necessário. Ela me perguntou do CD. Falei da minha felicidade, do clima que tenho vivido nos últimos 2 ou 3 dias. Ela ouvia atenta pelo que eu via. Falou:
'Sabe, eu fiquei procurando um CD que tivesse aquela música que você escrevia pra mim, mas eu não achava..rs'
Cara de putz + risadas + problemas sérios pra mastigar. Essa foi minha reação. 'All you need is love' representava muito pra mim muito antes de eu conhecer a Taissa. A letra diz o seguinte, deixa eu traduzir (se eu me lembrar a ordem da letra):
'Amor, amor, amor
Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
Não há nada que você possa cantar que não possa ser cantado
Nada que você possa dizer, mas você pode aprender como se joga o jogo
É fácil
Nada que você possa criar que não possa ser criado
Ninguém que você possa salvar que não possa ser salvo
Nada que você faça, mas você pode aprender a chegar na hora certa
É fácil
Tudo que você precisa é amor
Tudo que você precisa é amor
Tudo que você precisa é amor, amor
Amor é tudo que você precisa
Tudo que você precisa é amor
Tudo que você precisa é amor
Tudo que você precisa é amor, amor
Amor é tudo que você precisa.
Nada que você saiba que não se possa saber
Nada que você possa ver que já não está a mostra
Não há lugar onde você possa estar que não seja aonde você tem que estar
É fácil
Tudo que você precisa é amor
Tudo que você precisa é amor
Tudo que você precisa é amor, amor
Amor é tudo que você precisa'
Essa letra sempre teve um significado muito forte pra mim, a mensagem sempre foi algo que procurei levar pra vida. Quando comecei a escrever 'All you need is love' na mesa da Taissa antes das provas, nunca pensei que fosse parar com a possibilidade dela ir na França me comprar o 'Magical Mystery Tour', que originalmente é o álbum onde ela foi lançada. Também saiu no 'Yellow Submarine', que é o CD trilha sonora do filme de mesmo nome. É um desenho animado.
Mas o Past Masters superou qualquer expectativa. Dali mais um pouco eu já pensava que não seria possível ela me deixar mais envergonhado/feliz/problemático.
Mas aí ela foi falar de matemática. E em certo momento:
'Que se não tem um Calvin na minha vida..rs'
Por pouco que eu não caio da cadeira. Mas não foi por felicidade. Se ela soubesse o quanto eu quis ouvir isso....mas saca, não nesse contexto. Nesse contexto você completa: se não tem um Calvin pra escola...
E porra, complemento escolar se chama LIVRO. Queria ouvir ela dizer que 'se não tem um Calvin..' bom, não preciso completar, vocês sabem o que eu queria ouvir. Contexto escolar é a pior situação pra uma pessoa dizer que te admira. Porquê parece muito mais (e GERALMENTE É) que admiram SUAS NOTAS, SUA INTELIGÊNCIA, E NÃO VOCÊ. Não que seja o caso (pelo menos até onde eu sei). Mas é a impressão que fica.
Aí você junta essa sensação incômoda com eu estar ali sozinho com ela, feito sonho. Não podia dar certo. Mais um pouco eu ia ter um treco mesmo. Colapso. Quando eu terminei de almoçar a gente foi subindo, eu só falei baixo: 'se meu dia começa assim, é hoje que eu descubro se Deus existe..'
E o pior é que ela ri quando eu 'dou ataques'. How can you laugh when you know i'm down? diria Paul em 'I'm down', música que tem no CD que ela me deu.
Fomos indo. Ela ficou mostrando o álbum de fotos da viagem pra mim e pra Vanessa, até que eu tomei meu rumo, TAMBÉM PUDERA, EU PRECISAVA. Que ódio, a garota não consegue sair feia em nenhuma foto que seja. Sai sempre perfeita. Ódio disso, não consigo focalizar uma imagem feia dela que seja pra tentar tirar da cabeça.
Fiz a prova de inglês animado pelo menos. Fui muito bem. Dali fui estudar matemática. O pessoal se juntou ali do lado da cantina. Fiquei estudando e talz..quase todos das duas MAs tavam ali. NEM OUSO REPETIR O COMENTÁRIO DO TOMAZ QUANTO A EU EXPLICANDO MATEMÁTICA PRA TAISSA. É pra me dar idéia mesmo. Quando eu tava largando de estudar, por um momento olhei pra trás, de relance, e acho que vi algo que vai mexer com meu brio durante muito tempo. Se vi o que vi não sei, mas se a dúvida/imagem ficar na minha cabeça, fudeu. Tentar abstrair e fingir que não existe nem a possibilidade de eu ter visto o que vi. E esse detalhe mexeu com meu brio na prova de matemática. Não que eu tenha ido mal, FUI BEM!! Só que errei muita bobeira. Pra ser exato 3 besteiras. Se isso significa ficar com 4 ao invés de 7, é uma pena, mas vai ter que ser. Além do mais, to com 3 pontos de trabalho.
Pessoal todo saindo e talz. Fiquei um bom tempo, queria apenas encontrar a Jenifer. A gente num tinha nem sequer se visto hoje, não gosto de ficar afastado assim. Quando ela apareceu, logo o papo fluiu. Fomos andando. Ao chegar no Roxinho, eu pensei que a gente ia ficar maior tempão ali no sinal falando, como nos dias anteriores, mas....
'Calvin!'
Era a Taissa....(só de lembrar agora já me bateu o stress do momento)
À essa altura eu já tava transtornado. Dei uma parada, ela perguntou se eu tinha visto a Bia. Falei que não, já tava impaciente, ela percebeu:
'Vai lá'
Eu olhei pra Jenifer e ela ainda tava no ponto. Dei dois passos na direção dela. O corpo então travou. Sabe aquele meu conflito interno de passional X racional? É, olha ele aí de novo. Meu passional me faria ficar ali do lado da Taissa. Meu racional só queria me levar ali pra papear com a Jenifer e continuar feliz sem transtorno nenhum.
Travei nesse embate. A Taissa ainda tacava mais lenha na fogueira: 'Vai lá Calvin', dava incentivo pro racional mas o passional de ouvir ela falar se agitava ainda mais. Quando eu comecei a tender pro racional, Jenifer só me manda um olhar um pouco do tipo 'é uma pena..' mandando tchau. Eu mandei o tchau com um olhar que só poderia dizer 'BOTA PENA NISSO.' Resolvi ver o pessoal sair todo, ia ter ensaio da galera queria me despedir deles.
Mas isso tudo pra ouvir a Taissa falar:
'Hey Calvin, não precisa ficar me esperando não, vai po..'
NINGUÉM MERECE. Se eu pudesse cortava esse meu lado passional, que dá moral pra depois ser esmagado. A grande verdade é que eu só to solteiro porquê sou feio. Se eu fosse um pouquinho mais bonitinho que fosse, falando o que falo e fazendo o que faço, solteiro é que não estava.
Ah mas o meu humor tava ÓTIMO depois disso, ainda mais pra pegar o 634 LOTADO E 2 HORAS DE ENGARRAFAMENTO NA BRASIL. Nunca mais pego pra voltar a Brasil. NUNCA.
Pior de tudo, até to um pouco feliz aqui em casa. AGORA TEM PORQUÊ PRA ISSO? NÃO TEM CARA, PORRA.. que raiva de mim mesmo..
Feliz por absolutamente nada. Dou meu cérebro pra quem me der um tiro. Até eu ri agora. Sem motivo.
É Jenifer, te devo um bom papo. E uma boa desculpa. Eu ainda vou me enrolar muito nessa história toda, to só vendo.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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