Música do Paul Mccartney na carreira solo, do álbum Flaming Pie. Ela é usada na trilha sonora no filme 'Tá rindo do quê?' de Adam Sandler (um velho fã muito conhecido), de forma irônica. Um cara descobre que tem uma doença mortal e assim começa a tocar a música.
'It's gonna be a great day...'
A música era tão embalante, mesmo sendo simples, que foi alvo de um plágio DESCARADO décadas depois feito pela duplinha pop de sucesso da época: Sandy e JR.
Já disse, quando se odeia a moda, você é o único que lembra dela anos depois...
'Great Day', no sentindo irônico usado por Adam Sandler, caiu perfeitamente com o dia de hoje. E realmente, se já não bastasse as quintas feiras serem INGRATAS, ouvir 'Great Day' não foi a melhor idéia, batizou meu dia com azar.
Mas até que as coisas iam relativamente bem. Fui pra aula, tranquilo, mas caindo de sono. As emoções de Botafogo X Vasco tinham me deixado lá embaixo na energia.
Fui almoçar com o pessoal e talz. Cheguei a ligar pro celular da Jenifer depois do almoço, a irmã dela me atendeu, disse que ela tava fazendo EXAME DE SANGUE.
Dá-lhe preocupação, essa menina já é meio afetada, imagina fazendo exame de sangue. Passei a aula do JC preocupado. Quer dizer, no que eu consegui ficar ACORDADO na aula dele, porquê o sono já era tão forte que eu nem abria os olhos direito. Ao fim da aula, corri pra entrada. Bia Calazans me disse que ela tava lá embaixo, e que tinha desmaiado.
FUUUUUUUUUUU
Saio correndo atrás. Quando finalmente acho, parecia estar tudo bem. Conversamos um pouco e eu fui pra aula de LA.
Os projetos começam a se desenhar, e bom, fico aqui pensando como vou fazer passo a passo e talz. Vai ser trabalhoso...e cansativo...só de pensar, que preguiça.
Ao bater do recreio, fui na sala da mineira pra papear antes que ela fosse lá levar seu papo com a psicóloga. Té aí tudo bem. Mas quando acabou o recreio, que eu passei desabafando um pouco com o Henrique, ela mudou um pouco o tom. Não sei dizer bem o porquê, vai ver tinha algo a ver com o clima das conversas lá, não deve ser muito bom. Sei que isso me irritou. Eu apenas comentei de leve que tava fazendo tudo certinho, mas que ela tinha que dar uma chance, e PÁ, veio a negação. Aí fudeu tudo. Meio que brigados, cada um no seu canto. Entrei na sala e a prof de Biologia há estava lá, e minha vontade era de sair quebrando tudo. Não tinha vontade de falar nada, pra mim, eu já havia estragado tudo. NA CARA DO GOL, eu errei, pra variar. Me sentia O MERDA, O OTÁRIO, O FRACASSADO. Pelo menos a aula em si foi uma comédia, um circo, que me deixou mais calmo e bem risonho, temporáriamente.
Jenifer e eu acabamos cruzando caminho. Na verdade, eu queria que isso acontecesse. Ela não queria papo, mas ela sabia que era necessário. Eu fui e caí de cabeça, e de peito aberto.
Ela queria apenas o que NENHUM HOMEM GOSTA DE TER QUE DAR: 'um tempo'. Na verdade ela sempre quis, mas dessa vez foi ainda mais definitivo, mais incisivo. Eu ficava um tanto quanto revoltado, porquê ela parecia não sabe lidar com brigas (que em qualquer relação são normais), e queria fazer algo que não ia trazer bem nenhum nem pra mim nem pra ela. Eu ficaria afastado, ela também, um sentindo falta pra caralho um do outro, ia ser uma merda isso. Eu queria chorar. E num podia, ela ia chorar também. Makcym, coitada, tinha sido chamada pela Jenifer pra conversar e não tinha chance. Nossa discussão ia longe. Era doído demais ouvir o que a mineira dizia. Fato que ela não anda mais direito com as amigas, nem eu com meus amigos, mas mesmo assim, ela falava de um jeito triste. Se botava pra baixo e me colocava num pedestal. Ela dizia que: 'se você tá assim agora, imagina se continuarmos assim, não quero te fazer mal', ela nem sequer pensava EM SI, nas coisas ruins que podiam acontecer PRA ELA com esse 'tempo'. Simplesmente pensava em mim. E eu nela. E exatamente por isso, já tava provado que a gente se gosta mais do que o normal do termo 'gostar' hoje em dia. Confissões a parte, engoli o choro antes que viesse todo a tona, me despedi. Pude ver ela abraçar a Bia Calazans quase chorando, e quando vi isso, apressei o passo: mais alguns segundos e a dor dessa cena me faria pensar em atitudes insanas.
No ponto, acabei desabafando com o Rappa. Makcym estava perto, e eu pedi desculpas por tudo. No fim das contas, nós 3 mais o Justin começamos a conversar, e acabei me tornando REALMENTE amigo da Makcym. Por diversos momentos, eu quase desesperava pra chorar, e o orgulho segurava as lágrimas.
Pelo menos quase todas elas. Geraldo disse que eu não estraguei tudo não. Todos falaram pra eu relaxar, que tudo ia dar certo. Não sei relaxar. Não to de férias. Me compra uma passagem pra Liverpool, aí eu relaxo. Pelo menos esse era o plano da Ana Moraes há uns meses....Falando na PN, onde será que se meteu? Será que ainda me observa a distância, como ela diz?
Vontade de mandar um DUVIDO HEIN..
Mas voltando ao main event. Pensava em como chegar na escola amanhã e não poder dizer as coisas que gosto de dizer e ela gosta de ouvir. Como me privar do toque? Eu me sentia um estranho numa terra de ninguém. Apenas virei pro Rappa e disse:
'Mais do que nunca, hoje me sinto um integrante oficial da Banda dos Corações Solitários..'
Rappa logo sacou, entrou na brincadeira:
'Eu sou o Billie Shears!'
'Fechou então..rs'
A 'piada' é apenas uma referência CLARÍSSSIMA ao 'Sgt peppers' dos Beatles. O nome completo é:
'Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band'
Que significa:
Banda (clube) dos Corações Solitários do Sgt Pimenta. Só o álbum nº 1 do top500 de toda a história do Rock.
O 634 demorou demais, e ainda por cima era Av. Brasil. Desisto daquele ponto. Acho que reduziram a frota, NUNCA MAIS peguei linha vermelha porra.....
Terei que me dirigir a Leopoldina. Rush por rush. Pelo menos o pessoal tá lá: Wallace, Jonathan, Marcos..já dá um bom papo. Viajar sozinho enche o saco às vezes, embora hoje fosse EXTREMAMENTE necessário.
Demorei pra chegar. Fiz a barba e consegui acertar creme de barbear no olho direito. QUANDO TUDO TÁ INDO BEM NÉ...É CUMULATIVO.
Tive uma ajuda e tanto da Taissa pra me acalmar agora. Ela disse que conversou com a Jenifer na saída (deve ter sido exatamente após eu ter ido embora). Torce por mim, sempre torceu. Sou grato e muito por isso.
E não tem jeito, tenho que aceitar esse 'tempo'. Cara eu juro que se mais alguém vier perguntar sobre 'como tá o namoro?', das duas uma:
- Ou eu entro em crise
- OU EU MATO UM.
A única esperança é de que, como em 'Great Day', eu possa que dizer o seguinte quanto a esse 'tempo':
'It won't be long...yeah..'
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
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