Ontem foi difícil fechar os olhos pra durmir. Meia noite e lua cheia, tudo com o jeito perfeito pra me fazer lembrar da Jenifer. A noite prometia ser difícil.
Os olhos pouco pregavam. Quando finalmente, peguei no sono, mais por exaustão do que naturalidade, eu era puro pesar. Com lágrimas ajudando no peso.
Talvez devido aos problemas pra durmir, acordei antes do despertador. Geralmente eu venço a máquina por uns 15 minutos de diferença; hoje foi por 1 hora.
Era difícil pensar em como seria o dia. Tentava apenas abstrair. Não dei sossego ao mp4 na viagem. Trocava de música insanamente, pra não parar em romantismo nem nada um pouco pra baixo, antes que eu surtasse de vez.
Cheguei cedo. Ainda faltava muito pra aula. Não desliguei o mp4 um momento que fosse. Nenhum dos meus amigos tinham chegado, e o pessoal da manhã com quem fala parecia bem distraído pra me dar atenção. Também não queria.
Nada não me fazia lembrar da mineira. A todo o tempo, eu olhava pro céu e segurava o choro com o orgulho, que depois de meses ferido, aos poucos tem se recuperado. Estou ficando mais forte, ficarei mais forte do que nunca. Alguns dizem que até mudei a postura. Já não passo mais cara de derrotado, mesmo triste como hoje.
'Vencer na vida no mundão é pra quem tem coragem!'
Na aula de mp, a Taissa sentou do meu lado (lembrem-se que a minha turma e a 14 assistem essa aula conjuntamente) e me perguntou sobre a minha tristeza:
'Como mais eu podia ficar Taissa?'
Ela me deu uma força no que eu precisava ali do momento, e então ao término da aula eu fui almoçar.
Sozinho no Brisa. Nem uma santa alma que fosse no andar de baixo. Eu remoía a comida, um prato feito só de porcarias engordativas pra afogar as mágoas. Não deu, chorei assim mesmo. Não muito, afinal não faz meu forte. To ficando emotivo demais...medo de um final de vida emo.
Parti de volta pra escola ainda com o humor lá embaixo, a auto estima mais ainda. Demorou pra encontrar alguém pra conversar. E mesmo assim não conversei muito. A Marta me encontrou e tentou me animar, eu tava tão mal que acabei sendo um pouco grosso. Coitadas das crianças do UESC I que cruzavam meu caminho correndo (coitadas nada, MERECEM, bando de vegetais..), eu deixava os braços bem firmes, e os que esbarravam iam longe. Sem querer, acabei derrubando um BONITO: o merdinha veio correndo e por trás topou no meu calcanhar, ele voou LOOOOONGE...kkkkkkkkkkk
Mas também, quando tá tudo dando errado, aquela mulecada do capeta correndo o tempo todo na sua frente dá vontade de sair dando voadora..
Subi.
Aula de português com apresentação do Tomaz com o Caio, cantando alguns sambas e choros famosos. Eu achei muito bom. A prof me convidou pra fazer o mesmo sexta que vem, verei até lá.
Química, tudo numa boa.
Passei o recreio praticamente todo sozinho. Fiquei sabendo de uma história de um formspring do cp2, feito por uma menina anônima aí, que gastou todo mundo. Meu nome foi falado por lá (e disseram que foi o único bem falado), e bom, é uma baixaria do caralho o tal formspring. Bom, deixem a menina se divertir, 15 minutos de fama que sejam, além do mais, ela sabe que quando a descobrirem, TÁ FUDIDA NA MÃO DO POVO. Vai ter muita porrada, to só vendo..rs
No fim do recreio, já no corredor, acabei encontrando a Jenifer. Eu pensei que ela nem tinha ido..
Os dois olhando um pra cara do outro sem dizer nada. Eu pensava:
'Que merda que estamos fazendo..'
Tinha que ir, e ela também teria aula.
Na aula de matemática, o Eduardo e suas comédias. Eu cheguei a encontrar ele de manhã e ele além de insistir com a história da mina não falou de jeito maneira quem é. A curiosidade é um dos meus defeitos.
Parti inerte. Ainda cambaleando na tristeza. Eu não sabia o que fazer.
Cabisbaixo, mas tentando manter a pose confiante, fui pro ponto. No caminho, acabei encontrando a Jenifer, com a Makcym e a Jéssica. Parei. Não conseguia dar um passo. Tive que falar com ela.
Um 'oi' meio seco. Perguntei como ela tava:
'Mal'.
Meu ânimo após isso:
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infinitamente.
Fui pro ponto junto com a Makcym, percebi que já tinha perdido a hora. Fui pra Leopoldina, junto do Jonathan e do Marcos.
Jonathan ficou enquanto eu e Marcos pegamos um M92. Saltei nas casas show.
Cheguei em casa. Precisando de descanso.
Mas quando eu entro no msn, a minha vida ganha sentido novamente:
Jenifer on. Subnick:
'Depois das guerras vem a paz, É preto no branco e ao mesmo tempo colorido'.
Primeira parte do refrão da música que fiz pra ela.
Sorri demais e parti pro papo.
Ela ainda tá mal. Mas assumiu, ela me ama.
ELA ME AMA *-*
Ganhei forças mais uma vez. Toda espera compensa ouvir essas 3 palavras.
Não sei exatamente se ainda estamos no tal 'tempo'. Mas a gente se ama, FATO.
A GENTE SE AMA... *-*
Ahh cara, vai ser foda me segurar. Mas sabendo disso agora, vou fazer o impossível pro amor dar namoro. Se isso significa me abster LEGAL, então que seja. Espero que ela saiba o que está fazendo também com esse 'tempo'.
É necessário pouco pra subir e descer o humor. Apenas a dosagem certa, na hora certa.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
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