Sabem, este sábado foi, de certa forma, curioso.
Não posso dizer que foi um dia pra lá de bom, mas não foi tão ruim.
Até porquê geralmente começa mal, com aquele fato de acordar cedo pra me arrumar pra aula.
Êêêê tristeza..
Pelo menos pra almoçar uma LASANHA!! Ah quanto tempo que não me deliciava desse prazer tão bom e tão singelo. O que um fogão e um prato não fazem..
Parti e no 634, o motorista era ninguém menos que o crackudo maluco. Hoje a performance do cara na pista foi sensional: MEIA HORA DE VIAGEM! O cara é doido, sai cortando todo mundo a mais de 90 por hora em alguns trechos numa pista cheia de carros e sinais. A adrelina vem toda, mas não dá medo. Talvez até dê, mas como numa montanha russa, ou num salto de bung-jump, etc, essas coisas, o medo puxa mais adrenalina e você curte o momento na base da loucura. Quanto mais insano, mais foda. Minha cara era de quem assiste 'Hermanoteu na terra de godah' e morre de rir, eu ria a toa enquanto o maluco podia bater a qualquer hora e matar todo mundo. Como é bom se divertir com as coisas mais estúpidas!
Cheguei cedão, encontrei o Phelipe e o Wallace. O colégio tava bem deserto. Quando subi num tinha nem 5 cabeças na minha sala, e juntaram a minha turma com a 14 pra assistir geografia, já que tinha poucos alunos em ambas as turmas e na 14 a prof dos primeiros tempos deles não . A aula nem rendeu muito, o pessoal aos poucos foi chegando. Minha cabeça não estava bem ali. Tava pensando na Jenifer, me falaram que ela tava passando mal na quinta e por isso foi mais cedo (logo após a conversa que inspirou meu post). Preocupado. Quando bateu apenas passei na sala dela, vi que ela tava, e falei que precisava conversar depois. A MA214, abençoada como sempre, partiu cedo, pois além da prof dos primeiros tempos, faltou também o Rogério nos do meio, e como geografia tava sendo adiantado, meteram o pé CEDAÇO. Bom, tive biologia antes de sair. Liberado, encontrei a Jenifer e fomos conversar. As coisas tão um pouco complicadas, embora a amizade continue bem. A música pra ela tá ficando pronta, logo descobriremos a reação.
Fiquei sozinho no fim do recreio. Refletindo. Ouvindo músicas ao mesmo tempo. 'Se quero ser feliz, tenho que deixar pra trás toda tristeza e mágoa não é? Acúmular não me leva a nada', pensava eu ali. Com o Monuma interditado, ficar ali sentado em frente ao portão, sabe, é quase que paralisante. Não tem aconchego. Músicas tristes insistiam em tocar. Músicas tocantes mesmo. Eu então apenas me deixei levar, e lembrei, cena a cena, fala a fala, feito a feito, fato a fato, cada coisa que tinha me magoado e me frustado. Cada pessoa, cada palavra, cada sentimento, cada situação. Inevitavelmente, acabei chorando um pouco, o que me surpreendeu. Acostumei-me a ficar com raiva, mas a maldita raiva eu não descontava e não sumia, só acumulava. Não ficava mais triste assim de chorar, eram raras as ocasiões. Cheguei a pensar que não era mais capaz de chorar. E hoje, as lágrimas saíram quase que pulando. Mas não chorei desesperado, feito esse pessoal emo não, que isso. Já ouviu falar de lágrimas necessárias? Só pra deixar passar a dor, de uma vez por todas. Elas escorriam lentas pelo rosto, eu apenas estava deitado. Este é o motivo do título do post de hoje. Pra dar um sorriso livre de ressentimentos, tem que se deixar passar a dor. Foi o que fiz. Antes de começar um sorriso abrir no rosto, apenas fiquei parado. Sentado, na pura reflexão. 'Yesterday' tocava e fechava perfeitamente com o clima. Aí a Jenifer aparece exatamente na hora. Finalmente, em anos, um sorriso sem pesos e mágoas que pudessem atrapalhar.
Feliz, acompanhei ela. Nos demoramos um pouco conversando. As coisas, se Deus quiser, se encaminham pra um happy end. Mas cabe a mim de certa forma garantir que isso pode acontecer se ela confiar. Farei meus esforços. É...que se pode fazer se não tentar? Ela sabe que pode dar certo.
Voltei pra casa indo pela Leopoldina, fui com a Mari e a Ana Clara até lá. As duas pegaram seu busão lá pra Jacarepaguá (acho que é lá que moram, eiiita viagem, e eu ainda reclamo do 634..), e eu o meu M93 de praxe.
Viagem rápida, não muito tranquila devido a uns muleques tagarelando alto pra caralho um bando de merda chata, mas até que deu pra aturar. Fui embora, feliz, resolvido.
A guerra praticamente se acabou, e amanhã vou sair cedo com meu pai, reviver as caminhadas de infância. Paz no espírito. See ya.
sábado, 11 de setembro de 2010
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