Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cabeça a prêmio

É o que eu consegui entender da minha situação. Depois da noite de ontem, chorada e mal durmida, acordar cedo pra fazer isso e aquilo e me arrumar e sei lá o quê, não tinha disposição..Não havia disposição possível.
Frio, querendo chover. Botei o casaco, levei o violão (nem sabia se ia conseguir fazer a tal apresentação) e parti.
Viagem difícil. Nem tanto, difícil definir.
Cheguei na escola. Cabeça a mil por hora, puto, triste, tudo de ruim possível. Aparece o JP pra reclamar do que falei sobre o Pavilhão feminino uns posts atrás. Como eu já não tava lá bem humorado, foi ele vir falar isso, que não gostou e talz, eu nem pensei em nada, já me emputeci. Alguns minutos depois o Jairo iria aparecer com ele junto, e aí mesmo que eu perdi as estribeiras. Só depois que eu realmente parei pra pensar no que eu me lembrava de ter escrito. Aí que caiu a ficha. Realmente peguei um tanto quanto pesado. O foda é que alguns não querem que fale, e outros querem que eu fale com argumentos, e talz, é um tanto impossível agradar a gregos e troianos. Agora a parada que me tira do sério é eu ser o único que é crucificado por falar. Se eu tivesse sido o único que falou, merecia até porrada, mas TODO mundo falou a mesma coisa que eu, sem falar em quem pagou geral. Aí é foda, só eu que tenho que escutar? Beleza, falei merda aqui, desrespeitei, desculpa então. Avante aí Pavilhão. Conversei com a Rayna após o jogo, falei o que eu pensava, dei idéias, dei apoio. Ela sabe disso. Jogando direitinho, bem entrosado, o Pavilhão passa fácil pela chave de grupos e outra coisa: O cruzamento mais cotado, pelo que eu sei, deve fazer Beyblade e Bomba Patch se confrontarem no mata-mata. Levando em conta que são os dois times favoritos na boca do povo pra levar o caneco, e apenas um deve passar, as chances do Pavilhão recebem mais um upgrade.
Tão vendo aí? Sei reconhecer um erro. Agora é foda nego só vir me cobrar como se eu fosse o único que falou isso. Sei lá quantos falaram o mesmo. Enfim, dá pra dar o assunto como encerrado não?
Subi pra aula. A Jenifer tava sentada conversando com a Natália, amiga dela da manhã, e então eu me juntei a ela. Tentamos conversar sobre o que fazer. Era difícil estar do lado dela e saber que não seríamos mais um casal, pelo menos não por enquanto... Doía demais. A mãe dela bateu nela, COM UM CABIDE DE MADEIRA. Cara, como que se vai resolver isso?? Eu fico sem ação, e preciso ter uma ação.
Fui ver se tinha aula de MP. Fiquei como um otário esperando pra nada (depois que me falaram que ela avisou que não tinha)..voltei pra perto da cantina e lá estava a Jenifer conversando com o Rodrigo Dahora. Ele é um 'padrinho' nosso, de certa forma. Nos deixou a sós. Natália por vezes vinha e ia embora. Jenifer escutava aquelas merdas de Restart e começou a chorar. Cara, que merda. Eu não aguentava vê-la assim triste, o choro dela me fazia querer enfiar a cara num buraco de areia, feito os avestruzes. Pra piorar, A MERDA DO RESTART CORROENDO MEUS OUVIDOS.
De repente, ela botou pra tocar 'Wake me up when september ends' (acho que o nome é esse) do Green Day. Um clima melhor pra mim. Cheguei perto dela. Nos abraçamos. Cada um desabafou um pouco, e por causa disso, ela começou a chorar MAIS. DESESPERADAMENTE, ELA NÃO PARAVA. Aquilo acabou comigo. Não sobrou um caco.
Abracei ela mais firme do que nunca e chorei junto. Chorei muito. A gente quer ficar junto, a gente PRECISA FICAR JUNTO. É AMOR MESMO PORRA..
Destroçados, cada um no seu canto. O Pedro apareceu, hoje é seu aniversário. Assim que ele chegou perto eu dei um abraço muito firme nele. Disse os parabéns quase soluçando. Chorei ainda mais..
Conversamos. Henrique e Gabira se juntam a nós. Ao final do papo, fui almoçar com o Pedro no português, coisa que não fazia há muito tempo.
Os preços de lá subiram exorbitadamente. FATO. Tive que dar o meu troco e todos os guardados pro Pedro completar o preço do 'prato de pedreiro' que ele consumiu. E ainda faltaram 30 centavos. Pelo menos me diverti um pouco. Presente de aniversário pra ele..xD
Na volta, fiquei no desespero pra comprar uma folha de almaço. Tinha que usar na redação. Corri atrás de quem me emprestasse umas poucas moedas, acabei arranjando com o Marcelo. To devendo, devo devolver na segunda.
Subi. Na entrada da minha sala me esperando, Henrique e Jenifer. Os dois queriam ver a apresentação, SE ela rolasse. Eu fiquei meio sem ação. Ela na minha frente, depois de tudo aquilo.
Meio que ensaiando, dei uma palinha de 'O tempo não pára' do Cazuza. Jenifer olhava interessada demais. Parei alguns instantes. Pedi pro Henrique segurar o violão. Fiquei cara a cara com ela. Era impossível a gente aguentar essa 'separação'.
O pessoal foi entrando e ela disse que ia ficar pra ver. A Adriana apareceu e então se armou o 'palco'.
Eu tava muito nervoso. A perna esquerda tremia FRENÉTICAMENTE, eu frequentemente perdia o compasso nos agudos. Comecei com 'Dois rios' do Skank.
Olhei pra Jenifer, ela tava quase chorando, conversava com a Mayara. Tentei variar o repertório. Algo mais comédia. Com a ajuda do Julio, mandei o 'Vira vira' dos Mamonas. Mas a gente se enrolou demais..xD
A Mayara foi filmando. E foram pedindo algumas músicas. À pedido da própria Mayara cantei 'Come as you are' do Nirvana. Depois 'Hello goodbye' dos Beatles conforme pedido do Julio e o que minha voz aguentou de 'Faroeste caboclo' da Legião. Até que tavam gostando. Me estabilizei um pouco mais. O ponto alto foi 'Yesterday', no fim. Jenifer já chorava. Aos aplausos finais, a minha felicidade. Fui beber água. Falei com a Jenifer lá fora. A gente ainda se ama, MUITO, talvez até mais a cada dia. E é difícil a gente não entregar a necessidade de ser o que queremos. Cada abraço é a troca mais sincera de amor possível.
Aula de química, começa a trovejar como em Abril, na chuva que alagou o Rio e ilhou todo mundo. Todos com medo e querendo ser liberados. No recreio, não desci. Jenifer não deixou que eu o fizesse. É inevitável, a gente vai continuar junto de alguma forma, eu sei disso. E isso me poe maluco, não poder beijá-la e fazê-la feliz.
Aula de matemática, e depois rua. Liberados, parti pra Leopoldina. Fui com a Julia e o Andrey num 324. Desci nas casas show pra pegar um 328 e chegar em casa.
Minha mãe foi pra farra, e é bom que aproveite. Ela e meu pai continuam num pé de guerra foda e domingo VAI ESTOURAR.
Nessas horas que a gente precisa dos amigos. E além dos amigos...
Jenifer, eu preciso de você comigo. Aqui, agora. Sempre.
Pedro, parabéns. Você sabe que eu não vou falar muito, até porquê não é do nosso feitio. Apenas obrigado por tudo velho amigo. Monuma forever.
Espero agora a Mayara postar os vídeos de hoje no Youtube, vamos ver se eu tenho talento. A Adriana quer por que quer que eu entre na Soft War, NÃO SEI COMO. Bia tem uma voz MARAVILHOSA, e sei lá quantos guitarristas já tem. Fora o fato deles usarem um repertótio que foge aos meus conhecimentos de rockeiro, e eu não ter liberdade alguma pra ir ensaiar ou em shows.
Enfim, se esse dia é um prelúdio de uma possível vida de rockstar, eu posso garantir que vou durar menos que os Mamonas. E eles foram FODAS.

2 comentários:

  1. eeeeeee, fui citada aqui no seu webdiario! que honra my friend, hihi.
    bom, o vídeo ficou ótimo. quer que eu poste ou quer que te passe antes?!

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  2. pode postar, de lá eu ponho no orkut e ponho o link aqui..
    bjs

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