Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rapaz, tá difícil..mas eu vou levando

Acordar cedo, vivenciar as mesmas coisas sem muita animação, e no que tinha mudado radicalmente a rotina, você ter que se conter. Felizmente, ainda há esperança. Vou explicando..
Sono regular, eu diria. Arrumado e tudo o mais, pensei com um pouco de otimismo sobre o começo da monitoria em analítica.
Parti pra escola, numa viagem tranquila, ultimamente pra vir o 634 não tem sido tão ruim. Mas como nunca dá pra ter certeza, sempre entro com o pé direito. E uma figa na mão.
Sinceramente, gostei da tal coisa de ser monitor. É bem legal. Tive a parceria da Maria Julia e duas meninas do 1º ano de MA cujos nomes me escapam agora.
Na saída encontrei com a Aymê. Ela logo veio perguntando:
'Como que vai com a Jenifer?'
'Bom, como vou dizer...
Sofrido, senão também num tem graça. kkk (risadas daquelas que a gente usa na pura ironia com si mesmo, pra não chorar). Tinha que ser sofrido também né, coisa de Botafoguense..'
'suahsuahsah é..'
E falando em Botafogo, foi o assunto na entrada com o Saulo, o Rappa, o Kovac e posteriormente o Jorge e o André. Claro que não foi todo esse povo ao mesmo tempo, foi um ou dois de cada vez. Senão o papo seria uma zona..rs
Durante a chatíssima aula de inglês a professora acabou acertando do trabalho dela se envolver com nossos projetos de LA, QUEEEEEEEEE MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERRRRRRDA.
Passei o 1º tempo preocupado, pensei que a Jenifer tinha faltado. Encontrei ela enquanto os professores ainda não apareciam (quer dizer, tinham aparecido, mas dar matéria que é bom e fechar a porta, NADA), só pra ver como ela tava mesmo. Ela sempre me deixa preocupado. Eu sempre to preocupado, essa que é a verdade.
Depois da aula de matemática, que sempre é boa, parti pro recreio. Comprei um lanche e me fartei nele, já que não almocei. Fiquei um bom tempo com a Jenifer. Conversando, infelizmente apenas isso. Também não resta escolha. Meu medo é eu não resistir e ela também não, e por um baita azar a mãe dela descobrir e bater nela de novo. Se acontecer eu vou me culpar por isso pra sempre. Mas não consigo não correr o risco, preciso estar com ela. Hoje que ela foi me explicar que a mãe também não frequenta mais a Igreja há algum tempo, traduzindo, meu desabafo sobre a Universal e todo o ódio que tenho dela foi meio à toa (ou não). Os frequentantes mesmo são a irmã e o pai. Espero que a situação dela em casa se acerte logo. Quem sabe né? Eu estive num ponto parecido há pouco tempo com a minha mãe. Levou umas duas semanas pra normalizar. No caso dela, espero que leve menos. Rezo pra que leve menos. Quanto mais tempo passamos sem trocar o carinho que queremos, mais insanos ficamos. Penso em conversar com a irmã dela, sei lá. Ficar na porta da casa dela, não deve ser difícil descobrir onde é.
Ao bater do recreio, mais uma vez tive que convencê-la a levantar da mesa pra ir pra aula com certo custo. Se deixar, ela fica ali e me segura ali com ela. Confesso que eu também, mas Deus me fez chato de natureza, e minha consciência é foda. Pra ela não apitar, já me adianto. Levei a mineira pra sala dela. Isso é claro, depois dela me seguir até a minha sala, fuxicar minhas coisas e me pegar a mão, quase se esquecendo do que ela mesma me pedia. Assim é tenso. Bom, levei ela na turma dela. Me despedi. Só nos veremos amanhã. E como é difícil a despedida. Ela diz pra eu não ficar triste, percebe meu abatimento. E não é abatimento de falta de amor. É não podermos ficar juntos, por enquanto. Que Deus, o Universo e todas as forças boas possíveis destruam sem dó nem piedade esse por enquanto e nos deixem ficar juntos. O único 'Por enquanto' que vale a pena escutar e dizer é o da Cássia Eller (espero que seja esse o título da música..rs, que se bem me lembro não é dela, é do Renato Russo).
A aula de português serviu pra eu terminar a redação. Antes de ir embora, acabei conversando um pouco com a Bia e o Julio sobre a minha situação. O Julio deu vários conselhos com os quais concordei, mas realmente eu não posso fazer muita coisa enquanto a paz não existir na casa da Jenifer. Só posso dar os passos certos com algum campo pra pisar né, nem que seja areia. Só num pode é eu dar passo no vácuo.
Fui embora. Parti pra Leopoldina. Viagem rápida e relativamente folgada. Saltei nas Casas show esperando um ônibus. Passa um 634 lotado e desce a Camilinha, figurinha clássica que não encontro há algum tempo. Alguns poucos minutos depois aparece o Luiz Guilherme, velho parceiro do ano passado. Já trabalha, ganha a vida por aí. Botando um pouco o papo em dia, até que passa um 322 com lugar pra sentar. Me despedi e fui.
Cheguei até cedo em casa, eu diria. Sei lá. Não tenho pensado muito em horário. Tenho trabalhos pra amanhã, adiantei apenas as principais idéias. Amanhã, chego mais cedo na escola, aí termino. Vai ter o jogo do Pavilhão, acho que é contra o Sinhá Moça. Não sei se vou ver. Acredito na recuperação e evolução do time, mas como a minha cabeça não anda boa, acho que vou acabar depositando muita emoção no jogo, e se der merda vou exagerar de novo. Sei lá, também não custa arriscar. Acreditar sempre, não é? Vai que elas passam o sarrafo nesse timeco de novela da Globo e ganham moral? Seria legal ver isso. Acho que vou ver isso.
Bom, lá vou eu pra mais uma noite de sono pensando apenas na Jenifer e no sonho (QUE PRECISA SE TORNAR REALIDADE) da gente ficar junto.
To esperando a Mayara postar o vídeo da minha apresentação. Espero que tenha ficado bom.

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