Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Não tem explicação

E só descrição também não basta. Talvez se as pessoas vivessem literalmente na minha pele por um dia poderiam sentir e finalmente compreender as coisas do jeito que eu as vivo.
Acordei até descansado de ontem, fui cedo pra escola.
Fiquei rodando conversando com os amigos até que faltou luz, e depois água. Fiquei na torcida pra que a situação se mantivesse até as minhas aulas de tarde. Eu podia tá com o corpo descansado, mas a cabeça continuava no stress..
A turma do Rappa tava reunida pra aula cedo, e não tardou a Jenifer aparecer. Me puxou logo, querendo que eu fosse assistir aula com ela. Eu recusei, tinha a impressão de que teria algo pra fazer ainda.
E tinha. Mal começo a ler Dom Casmurro, chega o João Gabriel lembrando da aula de física. Eu sequer tinha levado o caderno.
Fomos pra aula, dessa vez o povo da turma veio em bom número.
A aula foi engraçada até, mesmo pra uma simples aula de exercícios.
Saí, esperei a Jenifer. Tava distraído quando ela me chamou. Me convidou pra almoçar com ela e a irmã no refeitório. Eu realmente não acredito que o fiz. Estava ali, comendo aquela comida pra qual sempre torci a cara. E até que foi bom (o prato do dia ajudava, quero ver sopão). Saímos dali, ela queria fazer trabalho, não achou os amigos de turma. Ficamos conversando do lado da cantina, sobre nós. Acabou-se determinando que enquanto não houvesse água nem luz, haveria aula até 14 e 30. Sem o retorno de ambos, liberados, com o retorno, aula até as 6.
Ela me deixou com uma 'carta' que ela havia escrito pra mim, um desabafo de coisas que não conseguia dizer. Levei com carinho pra ler na minha sala.
Quando li, não pude de deixar de me surpreender. Não que não fossem coisas que ela já não tivesse dito de certa forma, mas foi a entonação. Era algo muito forte. Eu ficava meio atônito, meio sem rumo. Tava claro que ela precisava de um tempo, mas que ainda me amava (e ama). Uma coisa engraçada foi a tentativa dela de dar futuro a gente:
'A ESPERANÇA É A ÚNICA QUE MORRE'.
É meus amigos, ela trocou o última por única. Eu olhei e tive que rir. Pérolas..
Como eu disse, ela as vezes diz que não sabe o que sente. Mas escreveu:
'Eu te amo s2'
Carimbou o papel com batom. Beijos e mais beijos carinhosos registrados. A namorada do meu pai, após uma briga um tanto quanto feia, enquanto ele tomava banho e tentava esfriar a cabeça, pegou a foto dele, escreveu uma porção de coisas assim e beijou com o batom mais forte que tinha, deixando aquela marca apaixonada. Jenifer supera, gastando o batom com sei lá quantos beijos, a marca é gradativamente mais fraca. Lindo de morrer ver aquilo.
Mas eu ainda tava meio atordoado com as palavras em si. Acabou tendo aula de geografia, mesmo com um cotoco de turma. Bruna percebeu minha falta de animação. Quando o pessoal me perguntou quanto a Jenifer, eu fiquei consternado. Eu não tinha muito bem como explicar. Mas precisava que alguém ali me entendesse a situação. Resolvi mostrar o 'bilhete' pra Bruna, acho que é a amiga em quem mais confio (seria a Jenifer, mas não somos só amigos há muito tempo).
Aí pra fuder de vez com minha cabeça, VOLTA A LUZ E A ÁGUA.
Passei os tempos seguintes apenas rezando pro tempo passar e me divertindo como podia, eu precisava.
No recreio, falei rápido com a Jenifer, ela ia ter seu tempinho com a Makcym, como desejava.
Eu parti um tanto quanto ainda no baque, fiquei de papo com o Souza e o Gabira. O Rappa não demorou a aparecer. Mostrei o bilhete, eu precisava de conselhos.
Saí lembrando exatamente do dia em que cantei a música que fiz pra ela. 'Maldita hora pra um flash, ainda mais esse' eu pensei.
Subi em nocaute, e como se eu fosse levantado com um chute e depois jogado pra fora do ringue, encontrei a Jenifer. Ela perguntou porquê eu estava triste:
'E tem como estar alegre?'
Ela me reverteu a situação, disse que era apenas um desabafo o bilhete, mas ela estava ali comigo, éramos e ainda somos mais que amigos. Eu disse então, mais esperançoso e confiante:
'Eu te amo'
E ela respondeu:
'Eu te amo também..
(e então gritou alto)
MUUUUUUITO'
Depois dessa, fui até feliz pra fazer o trabalho de história. Era longo, mas eu, Bruna e Rayna conseguimos terminar em tempo.
Fui indo, e a Jenifer me barrou na saída. Pegou minha mão, rimos juntos conversando. Ela esperava a Makcym. Jenifer sentia tanta falta da amiga que não desgrudava um instante, e como Makcym tinha lá seus afazeres, saiu correndo e nos deixou sozinhos, foi bom que conversamos, só que Jenifer tinha puxado assunto de política, e não sabia com quem estava falando. Ela não tinha idéia de que eu ia falar pra caralho, talvez não soubesse do meu ativismo quanto a política.
Acabado o papo, a gente se separou, eu fui embora rápido e ela ficou de papo com a Mackym.
O ônibus na Leopoldina foi lotado. Foi bem engraçado, e acho que fiz novas amizades.
Bom, to aqui, peguei resfriado. E DAQUELES. Nem sei se durmo direito hoje..
E amanhã tem analítica..
Melhor partir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário