Levou um tempo pra eu começar o post. Ainda tava digerindo um certo choque que tive hoje.
Demorei mais um tempo ainda depois desse iníciozinho, mas agora vai.
Acordei bem cedo né, hoje tinha analítica.
Me arrumei, decidi deixar o violão em casa hoje. Peguei o 634.
A viagem foi chata, mas rápida.
Cheguei e me pus a conversar com o Saulo durante o recreio da manhã, enquanto não batia a hora da aula. Dada a hora, fui ali em frente a antiga coordenação, onde eu sempre espero as aulas mais cedo, e encontrei a Bruna. Não demorou muito o resto do pessoal ia começar a aparecer também. Esperamos um pouco até a prof aparecer.
A aula foi beeem massiva e chata. Pelo menos fui embora com tempo de fazer alguma coisa e ver o jogo. Comi um sanduíche que a Isabela me deu, feito pelo pai dela, mas como ela não gostava de presunto, me ofereceu e eu aceitei de bom grado. Peguei com ela a folha de filosofia e xeroquei lá fora. Daí fui ver o jogo..
Pavilhão X La Coxitex. Momento Galvão Bueno:
HAAAAAJA CORAÇÃO AMIGO...
O Pavlhão começou massacrando, e quando parecia que iam marcar o gol, um contra ataque filho duma puta e o timeco da manhã abriu o placar. Raiva geral, eu tava vendo o jogo com o Vitor, a Vitória, o Pietro e o Wlad. Nisso, o jogo virou de clima, mas se encerrou o primeiro tempo com o mesmo placar. Na volta ao segundo, Julia finalmente apareceu no Pavilhão (pensamos que ela tinha faltado, e tava fazendo falta na movimentação do ataque, não era o dia da Mayara, diferentemente da partida passada). Sua entrada surtiu efeito, e o Pavilhão não demorou a empatar o jogo, Vanessa marcou (pelo menos eu acho que o gol foi dela..xD). Nisso, a Cynthia também entrou. O time ficou numa formação bem ofensiva. O forte da Cynthia é o chute de média distância, e logo mostrou porquê: numa porrada do lado direito do campo saiu um golaço. Tem muito jogador profissional que precisava ter umas aulinhas de como bater na bola com a Cynthia, eu indico o Fahel.
Mas quando o jogo tava ficando ameno, num é que cederam o empate? Começou a passar o filme do jogo passado com o Mary Jane. Minha pressão subindo, eu começando a ficar nervoso.
Cynthia mostrou que tem sandália também sabe esculachar com os pés: gol de falta.
O 3 a 2 não tirava a minha tensão do placar. A cada escanteio eu ficava insano, pois a Rayna com medo dos desvios se colocava grudada na trave, mas deixava o resto do gol exposto...eu gritava feito um animal na arquibancada, puto, revoltado, se a bola passasse do primeiro pau só morria nas redes. Não demorou muito, depois de um escanteio e uma saída mal feita, o La Coxitex (mal de elenco pode até ser, com apenas uma boa jogadora, mas acerta nos fundamentos básicos, e isso, no campeonato atual, faz uma diferença danada) empatou de novo. Mas qual a parada estranha que não pudesse piorar o aspecto do empate? O gol do La Coxitex saiu fora do tempo de jogo, já tinha encerrado. Mas adivinha quem tava apitando? Anderson, do CDM. Todo o time do CDM sempre teve babaca marrento, já tinha uma arbirtragem pra lá de contestável, agora no campeonato feminino piorou. É fácil né, crescer pra cima de mulher, roubar e botar moral...Quando as meninas do Pavilhão foram reclamar (dentro dos seus direitos), claro que tavam pra lá de putas, Rayna parecia querer arrebentar com a cara do ladrão (com todo o apoio do turno da tarde) e aí o nosso ilustre juiz super justo e super imparcial foi lá dar o vermelho. A confusão ficou feia e o Volney foi intervir. Eu tava com a cabeça quente demais pra ver o resto, não tinha condições. Se fosse pra ver o Pavilhão ser roubado pra caralho, deixar a vitória escapar, e ainda ser eliminado, merecendo vencer, namoral, eu não respondia mais por mim, porquê esse povo do CDM tá engasgado. Já deviam ter proibido organizador e juiz jogar, mas vieram com o argumento meia boca: 'ah a gente que organizou, senão nem tinha, tá reclamando do quê?' e acharam mesmo que o povo ia engolir o papo de arbitragem limpa. Até mesmo o pessoal do turno da manhã foi contra isso (depois de verem que seriam prejudicados também dependendo da chave). Cara, mas a raiva era tanta, que putaquipariu, tem nem como descrever. Falaram que a Rayna ia poder agarrar.
Eu por mim não ia aguentar mais um lance que fosse. Os nervos não me permetiam.
Subi. A sala tava praticamente vazia, éramos 3 cabeças. A prof de filosofia entrou e saiu pra resolver umas paradas, enquanto esperava a turma chegar.
E aí me chega a notícia:
'PAVILHÃO VENCEU NOS PÊNALTIS, RAYNA PEGOU 3!!!!!'
0000000....000000000000
Cara, isso é que é mexer com o brio dos outros.
Se tinha jeito de um jogo ficar mais emocionante, sem dúvida esse foi o tempero final. Quando a Rayna finalmente apareceu, eu apenas olhei pra ela e disse...
'VOCÊ QUER ME DEIXAR MALUCO? VOCÊ QUER QUE EU TENHA UM ATAQUE DO CORAÇÃO?'
Rayna é foda. Eu não sei bem se sou conselheiro, crítico, motivador ou só expectador dela, mas se apegar tanto ao desempenho dela em campo como eu me apego eu já não vejo os outros (tirando o pessoal que é oficialmente do Pavilhão).
A aula foi correndo e talz, enquanto eu ficava distraído pensando na Jenifer, não tínhamos nos encontrado ainda.
Português apareceu, e eu acabei esquecendo de perguntar sobre a viagem de Minas, se era pra pagar até quando. Daí me vieram umas cabeças me confirmando que era até hoje. FUUUUUUUUUUUU. Minha mãe difícilmente tinha se mobilizado pra alguma coisa. E ainda queria que meu pai fosse ajudar a pagar. Ela é muito esperta mesmo, tem a minha guarda e tudo que eu peço manda eu pedir pro meu pai. Porra se é dona da minha guarda SOZINHA é porquê tem que ser capaz de me sustentar SOZINHA. Ninguém mandou não ter guarda partilhada, quando eu peço uma coisa pro meu pai eu peço pro meu pai e ponto, o que peço pra ele não repasso pra ela, assim como o que eu pedi pra ela nunca repasso pra ele. Ainda mais nessa guerra que vivem os dois. Por isso mesmo que eu to puto, foi o motivo da demora pra postar. Minha mãe não quer bancar a viagem a qual tenho MUITO DIREITO, pelo filho que sou e principalmente por meu rendimento escolar, simplesmente porquê quer que meu pai ajude a bancar. PORRA QUER AJUDA DO MEU PAI FALA COM ELE, NÃO SOU EU QUE VOU FALAR. To cansado de ser muleque de recado, e meu pai já não quer porra nenhuma de recado dela há muito tempo. Não vou tomar esporro dele no lugar dela. Quer a ajuda dele, ela que fale. Eu pedi pra ela, se queria guarda total pra si, tinha que se garantir, já que não o faz, que se vire. Minha mãe tem um defeito muito desgraçado chamado hipocrisia, e sempre acompanhado de certa futilidade que me dá ódio. Por mais que ela seja uma pessoa boa, ela é incoerente há muito tempo quando o assunto é meu pai. Enfim, não vou ficar remoendo isso.
No recreio, fui chamar a Jenifer, descobri bem encima da hora que era aniversário do Geraldo e a Bia Calazans tava organizando uma festa surpresa pequena com a galera toda. Jenifer tava um tanto moída, e disse que ia procurar as amigas. Antes que o Geraldo aparecesse, entramos na turma da Bia.
Só que a surpresa tava muito mal organizada. Tipo, bolo na mesa, Coca Cola, talz. Mas a porta ABERTA..kkk
Éramos eu, Gabira, Souza, Pablo, Henrique Louro, Breno e mais uns colegas da 6. Talvez uma menina ali fosse da 4, nem sei. O Geraldo saiu entrando, e não tava lá muito surpreso. Foi engraçado até, eu ali, não era pra estar não fosse o Breno. Nem sabia que era níver do Geraldo...que vacilo meu..rs
Comemos bolo, conversamos, ficamos zoando. O Rappa apareceu atrasado, mas veio marcar presença. Não ficou muito tempo, and so i did. Me despedi do aniversariante e meti o pé.
Eu já tava liberado, e resolvi ir ver a Jenifer. Ficamos conversando na sala dela. O pessoal resolver sacanear. A Bia da turma dela me advertiu que era 'muito nova pra ver safadeza'. Rappa entrou cobrindo o rosto pra não nos ver. Era uma comédia só. Até que o Alex apareceu pra fazer as brincadeiras ficarem mais pesadas. Ficou segurando a porta do lado de fora e não ia deixar a gente sair sem que rolasse um beijo. Jenifer queria gritar, esbravejar. Eu sabia que ela não ia me dar um beijo naquela hora, mesmo pra calar o povo e me deixar sair da sala, senão podia dar até caô quando a professora aparecesse. Não podia tentar abrir a porta, Alex segurando do lado de fora e eu do lado de dentro, forças praticamente iguais, podíamos quebrar a maçaneta e AÍ A MERDA ERA CERTA. Tentei convencê-la a fingir um beijo, sem sucesso. A idéia foi ridícula, sei disso, mas você teria idéia melhor? Duvido..xD
Certo momento Alex se distraiu e eu consegui fazer força pra abrir a porta. Pedi a Jenifer pra me acompanhar até lá fora. A gente foi conversando e talz. Na despedida, roubei um selinho pro desespero (e alegria que ela não admite) da mineira. Ela disse pra que eu não esperasse por ela pra ir embora. Eu sentei ao lado da Vanessa e da Maria Julia e fui lendo Dom Casmurro. Se juntaram a nós o Julio, o Tomaz e o Andrey, batendo papo sobre notas e talz. Não demorou e também apareceu a Bruna.
De repente, quando eu dou por mim, reconheço algo no ar. Era a Jenifer, espichando o pescoço pro lado de fora do corredor, me procurando, pra ver se eu tinha ido embora.
'Eu sabia que você ia me procurar'
'E eu sabia que você ia ficar..'
Ficamos conversando, ela disse que tava tranquilo pra voltar pra sala depois.
Quando ela ia voltando, eu fiquei olhando pra ver se ela ia mesmo. E ela olhando pra ver se eu ia embora também. Foi engraçado. Demos passos, audíveis. Eu parei, e ouvi o silêncio do outro lado do corredor também. Minha vez de me esticar pra ver se ela tá ali, e enquanto eu me esticava, ela simultaneamente fazia o mesmo, e encontrávamos nossos olhares às mil risadas, como aqueles velhos desenhos de Tom e Jerry, onde os personagens ficavam de frente um pro outro como num espelho.
A cena se repetiu umas 4 vezes..
'Vai logo Calvin!!'
'Você também trate de andar!!!'
E assim foi. Pra falar a verdade, era como um espelho. Não um normal. Era apenas um singelo, mas efetivo, espelho de alma. O bom do bagulho é que refletia dos dois lados, né não Jenifer? rs..
A turma do Breno e cia foi liberada, e com isso eu sabia que a Jenifer ia acabar vindo falar comigo. Aproveitei, de uma forma ou de outra ia rolar, então fui buscar. Não aguento me desgrudar dela.
Ela me disse admirada que a nota mais alta que eu precisava pra passar era 5,5 em química. Ficamos de papo enquanto a Makcym não vinha. Quando ela veio fomos descendo a rua numa boa. Me despedi das duas e meti o pé.
Cheguei cedo em casa, tive essa decepção com a minha mãe, e agora to aqui.
Amanhã acho que tem trabalho, eu devo tá cheio de trabalho pra fazer cara. Sei que estou. Enfim. Partindo logo, cheio de sono...
Amanhã levar uma surpresinha pra Jenifer.. *-*..rs
Eu sempre apronto das minhas.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário