Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Please myself

Seguindo com um trecho de 'Polly' do Nirvana, vou começar o post de hoje.
Talvez eu demore um pouco, eu meio que me perco e viajo. Chapado de sobriedade.

Tive que acordar cedo né, pra não perder a hora. Certa dificuldade pra isso, como já esperava. Aproveitei pra ler o último mangá do Naruto que meu irmão comprou. Pros viciados como eu, ou ainda mais, os otakus, tá na luta Pain X Jirayia. É, o velho sapo tarado tá nas últimas..xD Sem dúvidas, um dos personagens mais marcantes do mangá. Morte trágica, efeitos colaterais fodásticos a seguir na história. Quem viu sabe.

Me arrumei sem pressa, não havia porquê ter pressa. Fui pro ponto. O calor testou minha paciência juntamente com a espera longa. O 634 demorou a ponto de eu começar a ver coisas. Engano meu, argumento inválido, eu sempre vejo coisas, às vezes, sei lá.
Eu avisei que tava chapado de sobriedade.
Mas que demorou, DEMOROU, FATO. Em compensação, a viagem foi extremamente rápida.
Na paz, cheguei. O colégio tava deserto. Beleza que era semana cultural, mas eu esperava ver algumas cabeças que fossem, afinal tinham os eventos lá né.
Encontrei o Breno, e ele tinha o folder com a programação. Depois de dar uma boa olhada, confesso que nada me interessou assim de cara. Pensei em ir ao anfiteatro lá pelas 13 e pouco, ou 14, pra ver algo de filosofia. Mas eu mesmo nem sabia se ia. Passei um tempo procurando a Jenifer. Sem sinal na vista, nem no celular. Também pudera, pra ela parece que celular num existe pra falar, só pra me mandar mensagem...kkkkk
Fui almoçar no Brisa. Bati um bom prato, como não fazia há algum tempo. Voltei pra ver o jogo do Pavilhão. Encontrei a Rayna, sozinha no momento. Logo vi a Geiza e a Mayara, ficamos batendo bola, junto com o Henrique (Magrinho), Rodrigo e o JP, que vinha e depois largava a gente pra ir namorar. O time todo foi chegando. O adversário? Mary Jane. Pra mim era jogo ganho. Acho que pra todos os torcedores era jogo ganho.
Sentei na arquibancada com o Tomaz e o Cadu. O Henrique não demorou a aparecer. Começou o jogo. Como esperado, aquela trava inicial, lotada de barberagens. Todo jogo do campeonato feminino tem começado assim.
Então, numa bola recuada, me sai a goleira do Mary Jane, assassinando as regras do futebol, e pega a bola com a mão. Fora da área. Falta. Tiro direto. Claro que podia barreira, era a primeira falta do jogo ainda. Botaram a barreira DENTRO DO GOL!!!
Mayara bateu e GOOOOOOOOL. Alegria geral.
Não demorou muito e a 'Romária' marcaria de novo, num contra ataque rápido.
Ela tava encapetada, e depois de arrumar uma mega confusão sozinha com toda a zaga do Mary Jane, a bola sobra pra Vanessa só empurrar pras redes.
O 3 a 0 tava muito bonito. Mas aí o time deu uma desligada e apareceu uma 'janiana' sozinha sem marcação na cara da Rayna. Rayna foi prum canto e a garota bateu no outro, gol de honra.
Tomaz avisou: 'Placar perigoso..'
'Tem que fazer mais um pra matar o jogo' disse eu, concordando.
Lucas chegou e se juntou a nós pra ver o resto do jogo. As meninas me chamaram lá. 'A Mayara dedicou um gol pra você hein Calvin!!' disse a Rayna, enquanto a então craque da partida veio confirmar. Meio que cobrando:
'Quero ver o que você vai escrever da gente hein, tá gostando??? Nós queremos gostar também do que você vai escrever'
Dei minha garantia que tava tudo ótimo. E até aquele momento, estava mesmo. É aquela recíproca velha:
'Faça o seu que eu faço o meu. Cobre o meu que cobrarei o teu. Não faça o seu, não cobre de mim.'
Enfim, nem sei se isso é ditado popular, é alguma moral acertada que rola e todo mundo sabe e tá cansado de saber. Bom, seguindo..
O segundo tempo foi muito morno. Travado, travado, poucas chances que apareceram desperciçadas, isso até o finalzinho.
Num ataque desesperado do Mary Jane, a bola é 'cruzada' (se é que podemos chamar aquilo de cruzamento) e desvia na zaga do Pavilhão sabe se Deus como, pegando um efeito filho da puta. Rayna nem viu, e mesmo que fosse uma goleira profissional não veria. É aquela bola que desvia e mata qualquer um, impede qualquer ação ou reflexo. 3 a 2.
Lucas ria um pouco, falando que ele era pé frio, elas iam entregar só porquê ele chegou.
Dentre risadas e dedos cruzados, o jogo ficou mais tenso. Mais uma vez, no desespero veio o Mary Jane. Numa porrada da ponta direita do ataque do time do Presuntinho, gol. 3 a 3. Desespero insano nas nossas caras, era INACREDITÁVEL. O Pavilhão simplesmente apagou e se desesperou.
Aí, no MESMO ERRO DO 1º GOL, só que de lados trocados, Rayna cata a bola com a mão. Fora da área.
FALTA.
CARALHO QUE TENSÃO. Todo mundo desesperado. Botaram a barreira dentro do gol, pra tentar salvar. Eu e Tomaz gritávamos:
'FECHA ESSA PORRA, CARALHO!!!!!!!!! FECHA ESSA BARREIRA, NUM DÁ ESPAÇO POOORRAAAAAAAAAAAAAAA!!!' ao maior estilo Ricardo.
Quando bateram a falta, a bola bateu na barreira e sobrou, Rayna bicou pra afastar qualquer rebote. Fim de jogo. Emoções a mil, pelo menos com o empate elas tão classificadas. Mas não sei se terão um bom cruzamento de chave agora com a pontuação. E ainda fica aquele gosto SECO de vitória que deixou escapar, e já to farto disso, vide os últimos 7 jogos do Botafogo no Brasileirão.
Assim, ao final, levantei com os muleques e ficamos andando. Deixei eles de papo e fui subindo, pra ver se encontrava a Jenifer.
Passando no anfiteatro, lembrei da parada da filosofia, eu não sabia se veria algo. Só que aí notei uma barulheira e quando me aproximei vi uma guitarra.
'Ah mas agora eu entro..'
Lá estavam Gabira, Souza, Pablo e Geraldo. Iam se apresentar com 'Que país é esse?' que foi o trabalho do grupo no trimestre passado no sarau de política. Pablo na batera, Souza na guitarra, Gabira no baixo e Geraldo no vocal. Filmando e de apoio moral, Bia Calazans.
Eles tavam arrasando, sensacional. A única coisa down foi o microfone. Geraldo cantava e mesmo eu estando perto não ouvia com clareza. Imagine quem tava no fundão. Ele canta alto, então pra mim o problema era o microfone. Fora isso, foi muuuuito foda ver o 'show'. Ajudei a recolher a batera do Pablo.
Vagando um tanto chateado e solitário, por não ter encontrado a Jenifer o dia todo, encontrei a Ju Fazeh, que me chamou. Ia embora e me chamou pra ir junto, eu disse que a alcançava depois. Combinamos de pegar o 634 av. brasil.
Quando eu fui pro ponto ela não estava lá. Não demorou pra passar o 634, mas o filho da puta mal comida não parou.
Passei de plano, fui pra Leopoldina. Cheguei rápido. Tive tempo pra tomar um bom banho, fazer um bom lanche e relaxar. Comecei a ler a peça do Sarte que terei que interpretar uma cena, eu acho. Gostei do que vi por enquanto. Tem um diálogo entre um cara e sua mulher que me lembrou MUUUUUUUUUITO eu e a Jenifer, e eu comecei aqui a revirar as saudades. Devem ser uns 4 ou 5 dias sem vê-la, sem tocá-la, sem abraçá-la, sem beijá-la. Só de lembrar tudo é como viajar e depois voltar pra casa. Você sabe que sempre estará ali, porém bastam alguns dias fora pra você valorizar AINDA MAIS tudo aquilo no lugar que você já ama de corpo e alma.
E quando você volta é ainda mais feliz.
Espero que seja assim, ao reencontrá-la. Jenifer, te amo.
Ai que saudade desgraçada. Ô ansiedade do capeta. Tá difícil ficar um minuto sem essa mineira.

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