Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Choque de cadeira elétrica

Um desses me deixaria num estado um tanto melhor comparado ao que estou hoje. Estou um caco, um bagaço, acabado. Deixa eu explicar porquê.
Nunca dei tantos detalhes sobre a minha noite de sono, mas hoje acho que vale a pena explicar....
Fui durmir preocupado com tudo que a Jenifer tinha me falado. Eu lembro que da vez que percebi que ela gostava de mim, e eu a fiz assumir, ela levou um bom tempo depois negando o fato, se enrolando no passado. Agora é a mesma coisa, mesmo com a evolução em amor. Disse que me ama, agora se complica em dizer que não sabe, mas ela sabe sim. Me ama e começou a enrolar com isso, mas fica claro na cabeça dela, é da natureza dela, consegui perceber isso agora.
Bom, fiz algo que não me dava ao luxo há muito tempo, dormi sem camisa, por causa do calor. Me remexia de um lado pro outro, eu sabia que pelo menos por uma hora eu não pegaria no sono, por causa do horário de verão. Mas durou mais do que uma hora.
Por certos momentos, comecei a ter 'flashes' das coisas que me aconteceram e vem acontecendo esse ano, além de imaginar uma ou outra coisa qualquer. O importante é que isso me consternava, eu pensava em mil coisas e não durmia. Cheguei a sentar na cama, ficar cutucando as unhas do pé (vício meu, dos últimos 3 ou 2 anos..), esperando apagar de sono, se fosse possível. Vira e mexe, eu ia ao banheiro, bebia uma água, e voltava pra cama, sem resultado. Devia ser 3 da matina (isso no meu chute) e a cachorrada toda começou a latir. Levantei pra tentar fazer os bichos calarem a boca, mas sem muito resultado. Não sei que horas calaram a boca, eu sei que ainda estava acordado quando isso aconteceu. Fui até beber água de novo. Nessas horas eu queria simplesmente bater com a cabeça na parede pra ver se apagava de vez, eu precisava durmir. TINHA que durmir, e não conseguia de jeito maneira. Deitei, já cansado de estar cansado e não conseguir descansar (e cansa escrever tanto cansar), pra lá de confuso. Cheguei a pensar merda:
'Porra tive flash de memória aqui, será que vou morrer?'
Sabe aquela história de que quando você tá pra morrer a sua vida passa na cabeça, pois é, isso me passou ali na hora.
Deitado, fechei os olhos. Virava de um lado pro outro ainda. Com o tempo parei. Mas ainda não durmia, eu ainda tava acordado. Pensei mais um pouco na Jenifer, talvez fosse ela o motivo da insônia. Não sei confirmar a afirmação. Só sei que lembrei, num último flash, de uma coisa que meio que marcou. Esse momento eu tinha relembrado antes, algumas horas atrás, eu tinha postado e dado uma olhada nas velhas postagens, e vendo algumas postagens mais marcantes.
O que eu lembrei foi, no dia após o enterro da minha vó, o dia que fui pra aula e talz...
Eu tava muito mal do ponto de vista emocional. Perdido, abalado, sem muita direção, pouca esperança. Não sei qual foi o tempo. Eu tinha pra mim que era uma quinta feira, eu lembro que teria aula de LA depois, eu acho. Fui andando cabisbaixo, também pudera ter alguma animação. Só que aí a Jenifer apareceu. Ela me olhou com um olhar que mais parecia que ela estava triste, e não eu. Me abraçou forte, eu lembro de tudo com muita vivacidade. Aquele momento poderia durar pra sempre. Não seria besteira da minha parte dizer, que já daquele momento, estávamos apaixonados, mesmo que ainda nem desconfiássemos disso.
Mas enfim. Se durmi 2 ou 3 horas foram sorte. Sei que durmi o mínimo. Acordei as 7 e 20, sem vontade de nada.
Me arrumei pra escola e talz, peguei o ônibus.
Cheguei entediado. Acabado pra ser exato. Monitoria com a Maria Julia, a Thaiane e as meninas de MA do 1º ano. Até que levo jeito pra flanelinha se precisar, porquê a única coisa que fiz até agora foi limpar tudo que se possa imaginar de vidraria e reagentes químicos.
Não almocei, eu não tive vontade de sair da escola.
Fiquei vagando, desnorteado, cambaleando.
Subi. Inglês tinha trabalho chato pra fazer. Terminamos rápido, pelo menos.
Vi que a Jenifer já estava em sala. Ao bater do sinal, fui falar com ela rápido, só pra avisar que queria conversar com ela.
Aula de matemática consegui dar algumas risadas. O Eduardo acabou segurando a gente uns minutinhos mais, mas nada que destruísse o recreio. Encontrei a Jenifer, ela quis vir comigo pra minha sala. E olha que eu dei opção de escolha a vontade.
O rumo da nossa conversa foi praticamente o mesmo das outras vezes. Só que dessa vez eu fiz questão de enfatizar que não dava mais pra voltarmos a ser amigos. Como eu disse alguns parágrafos atrás, ela pode dizer que não sabe se me ama, mas eu sei que ama. De um jeito único, eu entendo tudo que há nas mais singelas e discretas expressões da menina, assim como ela lê nas minhas sem que eu diga nada. Não adiatava também ela não querer arriscar. Disse tudo que eu via como soluções. Ela se afastou das amigas, que as procurasse quando não estivesse comigo, pois ela precisa ter sempre alguém legal pra ela por perto. Eu, mais que qualquer um, entendo ela e posso ajudá-la a perder esse medo, então vou martelar com isso até não sobrarem mais forças. Até porquê, se fosse pra deixarmos de nos amar, acho que o papo teria esfriado há muito tempo. Nosso contato também nem se fala, era pra ser de icebergs. A gente se quer de verdade. Não é uma coisa só emocional. É uma NECESSIDADE psicológica, emocional e física. Uma conexão completa em todos os meios possíveis que só dá certo quando estamos juntos. Lutar contra isso é suicídio. Pensar que não pode dar certo, Jenifer, é sofrer adiantadamente, como o Henrique me ensinou hoje. Se por acaso vier a estar certa, sofre agora e sofrerá depois. Mas se você confiar e tiver otimismo, além de não sofrer agora, nunca sofrerá nada depois. Pelo menos da minha parte, hoje, isso eu posso garantir. Como naquele abraço, você sentiu o mesmo que eu, juntos estamos fortes o suficiente pra encarar o mundo todo. Não me peça pra não dizer que EU TE AMO.
Enfim, levei ela na sua sala, ela tava até atrasada pra aula.
Eu acabei sendo liberado, a Adriana faltou, coisa rara. Sem dúvida foi a virada do tempo. Quer dizer, tá calor e abafado, mas chove e venta frio. De lascar não?
Fiquei do lado de fora, com o Igor, a Geiza, o Julio e a Bia. Nostálgico, lembrando de uma ou outra coisa. Li um trecho pequeno de Dom Casmurro. Parei. Ainda não tava muito animado, e morria de fome. Comprei um Galak e um Passatempo. Me empamturrei de porcaria e nem comi o biscoito todo. É o que dá o desgaste, a gente se afoga no que não devia. Como se eu já não precisasse perder a barriga. Bom, daí o Henrique apareceu, conversamos.
Depois que ele foi embora, eu fui lá pra dentro. Vi a Jenifer entrando no banheiro com a Makcym. Logo pensei:
'Finalmente ela está me escutando..'
A espera demorada valeu a pena. Elas saíram e ficaram fofocando mais um pouco na porta do banheiro. Jenifer estava muito feliz. Haviam feito as pazes. Cumprimentei Makcym, ainda minha amiga depois de tantos e tantos desencontros.
Jenifer disse que passou muito tempo fora da sala, não poderia voltar. Já faltava pouco pra baterem as 6, e ainda tava claro lá fora. Horário de verão e suas comédias.
Se escondeu atrás da porta da sala vizinha esperando que eu avisasse quando a professora fosse embora. Aproveitamos pra conversar mais ou menos. O clima já era outro, mais animado, mais saudade. Eu mesmo ao perceber que ela tinha feito as pazes com a Makcym, tive pra mim (e ainda tenho) que ela tava realmente disposta a arriscar, visto que mal falava com a Mackym semanas atrás. Se bastou eu conversar com ela pra ela tentar concertar as coisas, talvez, eu espero, que ela comece a usar sua cabeça do mesmo que eu uso a minha e veja o óbvio.
Fomos embora juntos, sem estender muito o papo. Nem a despedida. Era necessário, de certa forma. Só sei que não aguentaria mais um minuto que fosse num estado sequer parecido com aquele 'tempo'...foi um dos dias mais terríveis da minha vida.
Fui embora pra casa, dei sorte com os ônibus. Peguei um 474 e cheguei rápido na Leopoldina. Peguei um 322 linha vermelha, de cagada, e peguei um trânsito raro de tão bom na linha vermelha. Acho que durmi ligeiramente, me escapa a memória do momento.
To aqui em casa agora. Confesso que entediado. Não que eu esteja de mal humor, bom, acho que esperança com a Jenifer não me falta, e mesmo depois da conversa ela deu sinais de que as coisas vão ficar muito bem entre nós, e do jeito que queremos.
Mas é o desgaste físico mesmo. Não sou de ferro, nunca fui. Uma noite sem durmir e um dia sem almoçar me matam.
Acho até que tem trabalho pra amanhã, mas sinceramente to cagando agora. Só lembrei que tinha que levar o livro de história. No resto, sinceramente, se tiver algo eu dou um jeito na hora.
To partindo.

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