Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Romance único

Difícil seria a missão de descrever o relacionamento com a Jenifer. Eu levaria posts e mais posts e ainda não teria conseguido completamente. Isso porquê vocês já leram o que leram, sem falar no que eu omiti. Mesmo assim, é um delicioso prazer pensar nisso.
Acordei cedo, e já pensava em como fazer pra ajudá-la a estudar pro teste. Peguei mais uma vez o linha vermelha, mas pude ir sentado.
Eram umas 8 e pouco quando cheguei. Ao me dirigir à arquibancada, vi minha linda mineira sentada na quadra, entre luz e sombra em perfeita harmonia. A musa me percebe e acena, me chamando. O humilde dono do blog que vos fala faz o quê se não seguir o chamado?
Cheguei lá, ela tava com os cabelos soltos, como eu gosto. Vermelha de cansaço, suada. Cheia de idéia, por mais que estivesse liberada, não queria sair. Queria que EU entrasse por um buraco na grade pra dentro da quadra. Nem sou mais do 1º ano pra fazer educação física, que dirá invadir quadra né não? Morri de rir até convencer ela a sair.
Ela levantou, veio agarrada comigo. Bebemos água e então Jenifer foi tomar banho.
Levei muito tempo esperando. Fui dar uma volta até que ela apareceu. Fomos juntos enquanto ela comprava um salgado. Depois de algum tempo juntos, fui ter aula de MP. O incrível é que a minha turma e a 14 vieram praticamente INTEIRAS, e aí faltou a Adriana. Desci com a Jenifer me dando um toque no celular. Liguei, ela me perguntou onde eu estava, e eu onde ela estava. Não demorou muito a vi na arquibancada. E me juntei à ela, a Natália tava por perto. Ela e a Pamela. As duas saíram dizendo que voltariam mais tarde, ficamos a sós. Tentei fazê-la estudar, sem sucesso: ela viaja e me faz viajar. Me pediu pra escrever no seu caderno uma mensagem dedicatória (os amigos o fizeram nas divisões de matéria): fiz inspirado com muito carinho. Consegui fazer ela rir e querer chorar depois. Ela escreveu seu nome no meu braço com um coração. Escrevi o meu no dela também. Depois de um tempo ali, fomos almoçar.
No caminho, a MALDITA CRECHE AO LADO TOCAVA RESTART ALTÍSSIMO. Jenifer parou no meio da rua e começou a cantar ALTO, me dedicando a música, olhando pra mim apaixonada e me deixando maluco.
Fomos almoçar. Voltamos e ela ficou maluca pra estudar. Mas não conseguia. Ficamos ali juntos, namorados eternos. Queria poder ficar sozinho com ela SEMPRE.
Fui pra aula, e comecei a ler Dom Casmurro, não me fez bem. Já vão ver porquê..
Química, numa boa. Eu saio e a Jenifer já tá liberada. Ao bater do recreio o Henrique aparece cheio de graça, eu fiquei puto. Quando vou ao banheiro, tá lá ele de papo com ela. AÍ FUDEU TUDO. Pra quem não sabe, Dom Casmurro é a história de um cara neurótico que ama a mulher mas acha que ela o traiu com o melhor amigo. Com essa merda na cabeça e ele de papo com ela, FIQUEI PUTO NA HORA. Fui bem escroto, mandei sair de perto. Ele saiu, puto. Jenifer não sabia se ia ficar ou se ia embora, pensou em me ligar mas eu disse pra não fazer nada, eu preferia descobrir depois se ela estava ou não.
Acabei me arrependendo da atitude com o Henrique, mas também pudera. Sou muito ciumento mesmo, a Jenifer é comigo no mesmo nível, isso nos fortalece. É complicado, o pessoal nunca vai entender. Parece ruim e doentio, mas é bom entre nós dois. Liguei mais tarde pra me desculpar com o Henrique depois, e a gente já se acertou pelo msn.
Durante a aula de matemática todos disseram que eu to um namorado chiclete, que ela deve tá sufocada. O foda é que ninguém parece se ligar no fato que ela que poderia matar aula pra ficar do meu lado, ela que queria ficar comigo em tudo que é canto, que ela não quer que eu vá depois que nos encontramos, etc etc etc. ISSO TUDO É MUITO BOM. Só não entendo como EU sou chiclete. Só to fazendo o que eu quero que é EXATAMENTE A MESMA COISA que ela quer. Chiclete vai buscar na porta, não separa quando é necessário e tem coisa importante pra resolver, chiclete liga toda a hora, enfim. NÃO SOU CHICLETE PORRAAA!!!!
Eu só amo a garota, e ela me ama na mesma proporção. Eu hein. Quer saber, desisto de tentar explicar, só quem viver algo parecido vai entender.
E exatamente por ser algo único que eu digo que o meu romance com a Jenifer pode durar eternamente. É diferente de todos os outros da escola, e todos antes diziam que não ia acontecer. Aconteceu. Agora dizem que eu estou fazendo errado, mas a cada dia amo mais a Jenifer e ela me ama mais. No futuro dirão que vamos cair na rotina, e daí a gente casa. Tá, comecei a viajar aqui..rs
Bom, fomos embora, sem nos alongarmos muito. Fui pra Leopoldina. Peguei um M92 junto da Julia, e conversamos sobre várias coisas, como há algum tempo não fazíamos. O papo é sempre bom. Na verdade, conversa de insulano do cpII sempre é boa (totalmente regionalista agora, FATO..kkk).
Saltei na Colina e de lá peguei um 328 pra casa.
Ainda estou com a inscrição no braço, um pouco borrada, é claro. Mas visível. Jenifer, pra falar a verdade não precisávamos escrever nos braços. Já está divulgado nas testas e tatuado nos corações.

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