Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cold turkey!

Viciei nessa do John. Qualquer hora posto no tumblr.
Po, vocês acreditam que a minha mãe tá encrencando com o futebol da quinta no sábado que vem? Inacreditável. Diz que pode ser nas quadras em frente ao colégio mas não lá. Porra, são nem 100 metros (talvez até sejam, mas o que tem de perigo num tem no outro, igualzinho), e na quinta pode não ser arrumadinho mas pelo menos não tem concorrência.
Enfim, vai entender cabeça de mãe, as vezes arruma cada merda...
Bom, hoje acordei cedo pra ir pra casa do meu pai. Já tinha me combinado com a Jenifer ontem, mas não consegui avisá-la de que tava certo de eu não poder ir ao circo com ela.
Enfim, me arrumei aqui, acordei meu irmão, ele ficou pronto e esperamos uma meia hora, por aí. Meu pai veio nos buscar de táxi.
Fomos pra casa onde a minha infância era tudo de bom né. Minha vó como sempre não saia da cozinha. Almoçamos e de lá fomos pra Benfica.
O destino era a casa da Tia Lia, irmã da minha vó,e pelo que meu pai disse o primo dele, Jorge, de quem me lembro pouquíssimo, estaria lá.
Jorge morou em Minas por anos. A primeira vez que ouvi isso eu tinha uns 10 anos, não liguei muito. Mas hoje me recordei disso. E realmente foi engraçado. Eu e a Jenifer temos laços de terra, quem sabe né?
Ao chegarmos lá os velhos rostos amigáveis. Pedrinho (o apelido é simplesmente desassociável, não consigo chamá-lo de Pedro ou primo Pedro, e ele tem 40 anos!), nosso primo de segundo grau que é show de bola. Ele tem um problema de visão que eu não sei bem o que é. Sempre teve desde pequeno, mas eu diria que ele enxerga muito mais do que qualquer um dessa forma. A cabeça dele é impressionante de lúcida, e ele sempre passou uma energia muito boa pra mim, é um cara iluminado, a gente se sente bem perto dele. Também lá a irmã dele, nossa prima Monica. Não sei a idade dela. E ela mudou muito nos últimos anos. Cada vez que a gente se encontra, eu custo pra reconhecer. E claro, nossa tia Lia. Ela sempre foi bem simpática e irreverente.
Aí o Jorge. Eu não lembrava nem um pouco do também primo de 2º grau.
Muito simpático, e parecia lembrar muito de mim. Provavelmente deve ter me visto quando criança, quase certo disso. Mas me disse uma coisa que me surpreendeu:
'Você tá igual seu pai!'
NUNCA ME DISSERAM ISSO. Sério, só de falar isso ele ganhou muita moral comigo. Sempre me comparam com a minha mãe, principalmente por causa dos olhos (o que é inegável), mas tipo, cara, é meio estranho falarem que você parece a sua mãe. Imagina ouvir isso a sua vida toda! Primo Jorge mandou uma nova, e dessa eu gostei. Se já não bastasse, a esposa dele (cujo nome me escapa agora) acompanhou o elogio.
Aí conhecemos o que segundo a árvore genealógica deve ser meu primo de 3º grau. O filho do Jorge, João Paulo. Ele é um ano mais velho que eu. Claro, morou em Minas com o pai. Cara maneiro, cabeça firme, sabe discutir de todo e qualquer assunto. Falamos de filmes, séries, música, mídia, drogas, carreira, meio ambiente, estudo, tudo. Principalmente Michael Jackson, foi ótimo conversar com um fã entendido do assunto. É uma pena ele adorar Luan Santana e 'divas' pop como Beyoncé e Lady Gaga, mas melhor que Restart, e tenho que respeitar né..rs
Não a toa, meu irmão adorou ele, esse ponto em comum ajudou muuuito. Mesmo assim, ele é um cara que sabe discutir, e parece que será um bom amigo. Tem uma história meio sofrida, sabe aquela criança que mal forma amizades tem que se mudar, e começar tudo de novo em outro lugar? Ele mesmo. Mas eu tenho certeza que aqui no Rio ele vai se dar bem.
Conversamos o dia inteiro por lá. Saímos com ele enquanto meu pai conversava com meu primo sobre algum terreno em Minas, papo complicado. Voltamos rápido, lanchamos por lá e talz.
Agora, saca, lembra que eu falei sobre laços de terra com a Jenifer? Bom, não é mais possibilidade, é certo. Eu tenho sangue mineiro. Um tiquito, mas tenho. Deixa eu explicar:
A história do tal terreno (que é bem tensa, a ponto de botar o João Paulo de cara emburrada, coisa que não me pareceu do tipo natural do cara) é a seguinte, parece que pertenceu ao meu tataravô (bom, é avô da minha avó, não sei se segundo a árvore genealógica é tataravô que chama, mas é o que eu conheço como humano ignorante...xD), e é uma parada ENOOOOOOOOOOORME DE GIGANTE. E bom, na provável época dele, pra ter terras, e do tamanho que eu pude entender do papo maluco, tinha que ser muito rico e poderoso, pra ser exato, um barão (só que no caso, não é de café, é de leite). O terreno além de enorme e difícil de vigiar tá com uma pessoa lá dentro (que ainda não sei e prefiro não saber quem é) e tá afundado em dívidas. Parece que minha vó e suas irmãs são as próximas herdeiras, algo assim, e isso acaba refletindo direto no meu pai, seus irmãos e seus primos. De qualquer forma, o terreno parece amaldiçoado pra não render, de tanta enrolação que tem. Meu tio Marcos, que é advogado, parece que ele que deve ajudar a resolver essa porra toda.
De qualquer forma, duas coisas curiosas. Uma é que tenho sangue mineiro (se é que eu entendi bem essa porra toda, mas eu acho que isso é certo).
E a outra é que minha linhagem de parte de pai teve gente de latifúndio explorador. Não que eu esteja dando idéia pra liberar o terreno pra MST e afins (cujo papo de terra é só enganação, dê terra pra eles e veja o que acontece depois..já teve outros exemplos, só procurar). Mas sei lá, se isso tudo se resolver..cada um pegasse uma parte que já desse pra usar tranquilo, sem exagero, e vendia o resto po. Pra quê ficar numa parada tão grande?
Nos pensamentos mais egoístas, a parada era ficar com o terreno, já pensou? Enfim, quem sabe? Não parece boa por enquanto, mas a vida dá voltas. O jeito é ir tocando.
Voltei pra casa do meu pai, lanchamos e então voltamos pra cá. Bastante história pra contar.
Pra segunda, espero sair com a Jenny. E sábado, futebol!

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