Hey, você aí

Não, não quero seu dinheiro.
Estava mais pra dizer 'Hey Jude', ou algo assim.
Bom, este blog é sobre mim. Não apenas eu, mas o que penso, sinto, etc. Já foi meio invasivo, já foi vazio. E no fundo ainda é legal, pra mim. Meu cantinho de desabafo e filosofia, se assim posso dizer.
Eu sou um livro aberto. O que quiser saber, pode achar aqui. E o que não conseguir, é porque ainda vamos nos esbarrar por esta vida irônica.

The Beatles

The Beatles
Abbey Road

terça-feira, 4 de maio de 2010

When you think it's easy, then you see it for real..

Acordei já com aquela cara de abatido. Realmente é complicado acordar cedo. Arrumei tudo, peguei os bagulhos de desenho e caí na estrada. Pra minha surpresa o 634 voou na Brasil e eu cheguei antes das 10 em São Cristóvão. Logo vi que o raio do trabalho tinha mobilizado o segundo ano todo. Encontrei Talitha, João Pedro, Daniella, Karol, Breno, Gabriel Marinho, Michel, Renan, Mariana, todos empenhados nessa merda.
Comprei umas coisas que eu tava precisando na cooperativa, e remendei o cubo. Quando terminei, fiquei ali perto da Talitha e do João, enquanto faziam o trabalho. Logo ia aparecer a Taissa, nervosa de novo. É engraçado voltar a falar com ela, embora ainda não seja como antes. Logo o Gabira e o Souza iam aparecer, e eu aproveitar a compainha.
Hoje, na aula de m.p. tivemos, literalmente, um massacre. Eu agora posso receitar, JAMAIS veja o documentário 'Terráqueos' se você come carne. JAMAIS mesmo. Tem vezes que saber a verdade pode causar mais prejuízos emocionais do que não sabê-la e viver em ilusão. Deixa eu explicar porquê.
O filme trata da nossa relação com os animais a nossa volta no planeta. Desde os domésticos aos que fornecem carne e os que fornecem vestimentas. Cara, nunca fui de chorar com filme. Mas hoje, lágrimas muito doídas me escorreram, pouca gente percebeu. Só de lembrar quase choro..
O filme mostra sem cortes e sem censura tudo aquilo que sabemos, no fundo no fundo, sabemos que acontece. Os mals tratos de TODOS OS TIPOS com os animais. Logo de início eu fui tocado, porquê falava dos domésticos, e eu tenho vários cachorros em casa. Tenho um carinho especial por alguns, e já envenenaram um aqui, o Thor, era um pastor alemão lindo, e morreu. E isso começou a me mexer..
Mas com o passar do vídeo, a sala toda foi desabando, alguns conseguiam disfarçar as lágrimas. Mas a Vitória não. A Mayara então, putz, o Antero teve trabalho pra acalmar aquela ali. Quando eu me virei, a Bruna tava chorando muito também. Isso mexeu ainda mais comigo, geral chorando. Eu já tava fazendo um esforço fenomenal pra não chorar por causa do início, eu não aguentava. Sempre fui manteiga derretida, não posso ver as outras pessoas chorarem. Pra piorar, a Bruna mexe comigo nesse sentido. Quando ela ri, acabo rindo, sem motivo. Da mesma forma, das poucas vezes que vi ela chorar, eu me senti sempre tomado de uma tristeza que não parecia ter fim. É como se ela fosse o indicador perfeito do meu humor, o que demonstraria como eu estava, mas os outros não percebem. Talvez até porquê em certas horas, eu não transpareço tanto quanto sempre. Hoje foi mais ou menos assim. É engraçado isso.. não posso ver a Bruna chorar que sei lá, fico mexido.
Ao meio tempo, a Bia me diz que o Julio e o Andrey não conseguiram fazer o dodecaedro. Eu começo a ficar louco. Po, como fazer? Daria tempo? O Antero sabia como fazer, mas teria como ser tão rápido? A Bia disse que ia tentar ir fazendo pelo Julio, ou seja, pelo meu grupo, então eu fiquei mais tranquilo. Tava puto com o Tomaz, pois ele não fez ABSOLUTAMENTE NADA.
Saí da aula com uns dilemas: COMO COMER CARNE DEPOIS DISSO? E O QUE FAZER EM RELAÇÃO AO TRABALHO?
O trabalho, logo eu pensei: 'acho que a Bia, se encontrando com o Julio e com ajuda do Tomaz, possam fazer sem problemas..melhor eu ir numa boa..'
E quanto a comer carne, eu fiquei pensando nisso o tempo todo. Fui almoçar com a Bruna. Pra aumentar um pouco mais o nervosismo, não vinha mais ninguém com a gente. Era só nos dois. Se eu cedesse a vontade de chorar, não ia dar boa coisa. Muito menos se ela chorasse mais. Entramos no restaurante, e eu acabei me decidindo:
'As galinhas que me desculpem, mas eu preciso comer carne..'
Faz parte do meu hábito, do meu metabolismo. Renegar isso ao meu corpo teria péssimas consequências, eu tenho certeza.
Tava bem lotado. Sentamos, eu de frente pra ela. Não havia mmmmuito papo, era algo mais trivial. Apareceu a Julia com a Paloma e mais uma amiga, mas não se sentaram com a gente( mesmo depois da Julia ter pedido pra guardar lugar). Também né, só tinha mais 2 vagas na mesa que eu e a Bruna estávamos. Não dava pra 3. Mas dava pra 2. Chegaram a Priscila e sua amiga que infelizmente me escapou o nome agora ( também pudera, fomos apresentados hoje). O papo continuou trivial e eu acabei me distraindo. A Bruna terminou antes e começou a me apressar, pois tava só me esperando. Terminei, levantei, e fomos indo. Mas a fila tava tão grande que deu tempo da Priscila e a amiga ficarem atrás da gente.
Eu tava com o dinheiro estendido na mão, e a ficha embaixo dela. Mão já no balcão. A Bruna tava na minha frente mas mesmo assim, o moço lá do 'caixa' pegou a minha nota na minha mão antes da nota da Bruna, que estava na minha frente. A gente riu um pouco, e a Priscila puxou uma zoação..
'O Calvin quer pagar pra você Bruna!!'
Ela não entendeu de cara, tivemos que repetir, e eu rindo, resolvi completar..
'Se ela deixar...xD'
Beleza, acho que eu devia ter ficado quieto. A Bruna deu aquela risada de quem detestou a piada, eu fui meio que me explicar ( eu sou um babaca, devia ter ficado quieto..)
'Ah po, a Priscila fez a piada, não posso completar não? rs'
E me vira a Priscila...
'Não foi piada..' (se ela não disse isso, EU JURO QUE FOI O QUE EU OUVI..)
Daí eu tive que ficar quieto. Me despedi da Bruna e fui andando, já eram 12 e 40..
Subi, cheguei a falar com a Taissa novamente. O dia foi um tanto cheio nos primeiros tempos, foi um sufoco pra terminar o trabalho de desenho. O Julio recebeu uma luz ali e fez rapidão o dodecaedro, a gente pendurou no 'móbile' e eu corri pra entregar.
O importante mesmo foi a aula de história. Fizemos uma revisão e um trabalho em grupo. Eu, Bruna (É, REALMENTE A COISA TÁ FICANDO ENGRAÇADA MINHA GENTE, VOCÊS JÁ PERCEBERAM..), Andrey e Tomaz. Era simplesmente verdadeiro ou falso. Em uma questão, ficamos em dúvida. Eu e Tomaz achávamos que devíamos deixar do jeito que tava. Andrey e Bruna queriam mudar uma questão. Dei mais ouvido ao Andrey, e por isso, não gabaritamos, pois erramos apenas essa. O resto acertamos numa boa. A Bruna é claro, logo falou:
'Tá vendo? Vocês (embora soasse mais como um 'você' direcionado a mim, pois a carapuça serviu direitinho, tenho que admitir..) não me escutam( escuta..)!!'
Eu devo até desculpas, ah, bobeira minha pensar nisso. Qual foi, 2 décimos. Devido ao outro trabalho, eu e ela já temos 3,2 pontos na média. Tá bom demais.
Fiquei de levar minha apostila de desenho pra ela xerocar amanhã..
Bom, VOLTANDO AO RELATO, antes que eu me perca em viagens e imagine coisas impossíveis...
O 634 hoje sacaneou a todos.
Eu cheguei no ponto tinha um já quase indo, eu corri e alcancei, o cara se negou a abrir.
Fiquei um século com a galera esperando, quando chegou tava mega lotado e o cara se negou a deixar entrar por trás.
Ficamos muito tempo por lá, e decidimos pegar a Brasil.
Pra minha surpresa, Júlia Baltar sobe junto. Da última vez eu tava com meu pai e ela com a Luyanne quando isso aconteceu. Foi na quinta após as enchentes.
O papo na viagem com o pessoal foi ótimo, até a hora de descer. Falando em papo e ônibus, a Larissa daquele dia parece que ainda não me add no msn. Bom, tanto faz. A vida tá boa, vamo seguindo.
Imprimi várias paradas aqui, amanhã vou adiantar trabalho, do jeito que der.
Tá chegando, e eu tenho que me preparar. Prova de primeiro trimestre é a melhor chance pra tirar nota boa, pra se garantir logo no resto do ano..
See you..

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